Mostrando postagens com marcador Zonas de Guerra. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Zonas de Guerra. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Caças F-15E de Seymour Johnson partem novamente para o Afeganistão

Caças F-15E Strike Eagle da Base Aérea de Syemour Johnson se preparam para mais uma missão no Afeganistão. (Foto: Airman 1st Class Micaiah Anthony / U.S. Air Force)
Centenas de pilotos de aeronaves de ataque F-15E Strike Eagle da 4ª Ala de Caça da Base Aérea de Seymour Johnson, na Carolina do Norte, partiram num deslocamento para o Afeganistão no dia 10 de setembro numa rotação de seis meses para apoiar a Operação Liberdade Duradoura. Dentre o pessoal envolvido estão os membros do 335º Esquadrão de Caça “Chiefs”, juntamente com o 4º Esquadrão de Manutenção de Aeronaves, o 4º Grupo Médico, o 4º Grupo de Apoio a Missão e os especialistas de explosivos aéreos.

Durante os últimos quatro meses ou mais, o esquadrão “Chiefs” estava realizando um detalhado e exigente treinamento para se preparar melhor para o futuro destacamento. Isso incluiu a participação no Exercício Green Flag West na Base Aérea de Nellis, Nevada, e um programa de avaliação do sistema de armas (WSEP) na Base Aérea de Hill, Utah, onde foram empregadas mais de 300 bombas e 20 mil cartuchos de munição em conjunto com forças conjuntas do Exército e dos fuzileiros navais. Estes deveres temporários têm permitido aos “Chiefs” trabalharem com os mesmos soldados que irão operar no Afeganistão.
Além dos exercícios, os Chiefs voaram mais de 1.000 missões a partir da Base Aérea de Seymour Johnson, onde eles praticaram Apoio ao Combate Aérea, Voos de Combate Defensivos, Interdição Marítima e Interdição Aérea em áreas de operação militar sobre Carolina do Norte e do Oceano Atlântico.
“O programa tem sido muito exigente, com as missões em constante mudança, no entanto, os resultados têm sido extraordinários e me sinto muito bem preparado para a futura implantação”, afirmou o Primeiro Tenente Clifford Moore, um dos mais jovens alas no “Chiefs” . Todo esse treinamento culminou com um exercício final local onde os “Chiefs” e as múltiplas forças conjuntas foram capazes de praticar operações de combate.
Durante esse exercício, o 335º operou em conjunto com caças F-16s da Base Aérea de Shaw, Carolina do Sul e da Base da Guarda Aérea Nacional de McEntire, também da Carolina do Sul, com caças F-18s da Estação Naval de Oceana, com aeronaves de reabastecimento aéreo KC-135s da 916ª Ala de Reabastecimento Aéreo, aeronaves E-3 AWACS da Base Aérea de Tinker, Oklahoma, e helicópteros de ataque AH-64 e AH-1 do U.S. Army, a partir de Fort Bragg, Carolina do Norte, bem como com forças especiais do Exército e da Marinha a partir de bases locais. Esses ativos permitiram que os “Chiefs” tivessem um cenário realista de treinamento para a prática de proteção de tropas terrestres, enquanto se integravam com outros meios aéreos.
Durante os quatro meses que antecederam a partida para o Afeganistão, os caças F-15E de Seymour Johnson se preparam exaustivamente com outras unidades aéreas da USAF e também com unidades do Exército e da Marinha dos EUA. (Foto: Senior Airman Rae Perry / U.S. Air Force)


Além de praticar o apoio aéreo aproximado, o “Chiefs” também realizou buscas práticas de dispositivos explosivos improvisados ??(IEDs). O 4º Esquadrão de Engenharia Civil da equipe de explosivos (EOD) implantaram IEDs simulados no sudoeste da base para as tripulações dos F-15Es poderem pesquisar, enquanto escoltavam comboios no solo. Semelhante à Operação Liberdade Duradoura, as tripulações dos F-15E eram muitas vezes encaminhados para novas tarefas durante a sua missão, partindo em voo para outra missão.
“O treinamento que fizemos foi excelente e não poderia ter sido realizado sem a coordenação com as agências em todo a 4ª Ala de Caça”, afirmou o Tenente-Coronel David Moeller, comandante do 335º Esquadrão de Caça. ”Desde os tripulantes do “Chiefs” até o grupo de manutenção e os especialistas do grupo EOD ne apoio às missões e os controladores de tráfego aéreo no grupo de operações, que receberam treinamento em controle das aeronaves em voo, todos estão bem preparados para operações no Afeganistão.”
As aeronaves F-15E da 4ª Ala Aérea haviam completado um destacamento anterior na Base Aérea de Bagram, no Afeganistão, no dia 16 de março de 2011, quando os F-15E do 336º Esquadrão Caça “Rocketeers” retornaram para Seymour Johnson após um destacamento de seis meses. Eles foram substituídos por caças F-15E dos “Thunderbolts”, do 389º Esquadrão de Caça da 366ª Ala de Caça da Base Aérea de Mountain Home, Idaho.

Fonte:Cavok

segunda-feira, 18 de julho de 2011

RAF está enviando mais quatro aeronaves Tornado para campanha na Líbia

Duas aeronaves Tornado GR4 da RAF se preparam para partir da Base Aérea de Gioia del Colle, na Itália, durante a operação Unified Protector.
O Ministério da Defesa britânico (MoD) anunciou no final da semana passada, que está destacando mais quatro aeronaves de ataque Tornado GR4 da Royal Air Force (RAF) para a Base Aérea de Gioia del Colle na Itália, para continuar a apoiar as operações da OTAN sobre a Líbia.

As aeronaves são adicionais aos 12 jatos Tornados já implantados na operação e o Ministério da Defesa disse que essa implantação é a mais recente intenção de reforçar a capacidade de reconhecimento da OTAN, com os Tornado GR4s equipados com os pods RAPTOR (Pods de Reconhecimento Embarcados para os Tornados).
Acredita-se também que o Esquadrão XV(R), a Unidade de Conversão Operacional baseada na Base da RAF de Lossiemouth, na Escócia, deverá perder seu status de reserva e se tornar uma unidade em pleno funcionamento na linha de frente com uma unidade de vôos de treinamento incorporados.

Fonte:Cavok

terça-feira, 31 de maio de 2011

Destacamento da RAF na Itália começa a utilizar bombas Paveway III de 2.000 libras

Um militar britânico instala uma bomba Enhanced Paveway III de 2.000 libras numa aeronave Tornado GR4 da RAF na Base Aérea de Gioia del Colle. (Foto: MoD UK / Crown)
O destacamento da Royal Air Force (RAF) na Base Aérea de Gioia del Colle, Itália, começou a receber os suprimentos de bombas de 2.000 libras Enhanced Paveway III (EPWIII) ‘bunker busting’ para serem utilizadas na operação sobre a Líbia durante a Operação Ellamy, a contribuição do Reino Unido durante a missão liderada pela OTAN de zona de exclusão aérea chamada de Operação Unified Protector.


A bomba EPWIII é projetada para atravessar tetos de prédios altamente reforçados como centros de comunicações ou de comandos. O Secretário de Estado do Reino Unido para Defesa, Dr Liam Fox MP, disse “A introdução das bombas Enhanced Paveway III é outro modo no qual nós estamos desenvolvendo nossas táticas para proteger os civis e atingir o objetivo das Resoluções 1970 e 1973 do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Nós não estamos tentando atingir alvos individuais próximos de onde Kadhafi se encontra, mas nós estamos certamente enviando mensagens altamente claras. Kadhafi pode não ser capaz de entender a mensagem, mas aqueles que estão próximos entenderão.”

As bombas destruidoras de bukers serão transportadas por aeronaves Tornado GR4s destacadas juntamente com aeronaves de caça Typhoon, as quais continuarão a utilizar as bombas guiadas Enhanced Paveway II.

Fonte:Cavok

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Rússia e EUA selam acordo de compra de helicópteros para o Afeganistão

Um helicóptero Mi-17V5 da Força Aérea do Afeganistão.
O Comando das Forças do Exército dos EUA e a agência exportadora estatal de armas da Rússia, a Rosoboronexport, selaram um contrato para o fornecimento de 21 helicópteros multimissão Mi-17V5 para o Afeganistão, disse nessa sexta-feira um porta-voz do Serviço de Cooperação Técnico-Militar da Federação Russa.


Os Estados Unidos e a Rússia vem negociando essa venda a mais de um ano para oferecer os necessários veículos de transporte para a missão da OTAN no Afeganistão.

O General Abdul Wahab Wardak, Chefe da USAF no Afeganistão, disse anteriormente que o custo unitário dos helicópteros havia ficado em US$ 17,5 milhões.

“Além dos helicópteros, o contrato estipula a aquisição de unidades de reserva, equipamentos de apoio no solo, e apoio em manutenção,” disse o porta-voz.
Os primeiros helicópteros serão enviados para o Afeganistão em outubro de 2011.

O modelo Mi-17 é uma versão de exportação do helicópteros Mi-8 Hip. Atualmente em produção nas duas fábricas na área russa de Volga, na cidade de Kazan, e no Leste da Sibéria, na cidade de Ulan-Ude, apresentando potentes motores turbinados e podendo transportar até 37 passageiros.

Em maio de 2010, os Estados Unidos retiraram as sanções contra a Rosoboronexport que havia sido anteriormente colocada numa lista negra pela alegação dos EUA que a empresa russa havia violado o acordo de não proliferação nuclear imposto em 2006.

Apesar da sanção, dezenas de helicópteros Mi-17s foram adquiridos pelos EUA para o Afeganistão e Iraque nos últimos quatro anos através de intermediários e sendo comprados como itens comerciais, evitando contatos diretos com a Rosoboronexport.

Fonte: RIA Novosti – Tradução: Cavok

sexta-feira, 27 de maio de 2011

OTAN deve começar a usar helicópteros de ataque na Líbia

Um helicóptero de ataque Eurocopter Tiger do Exército Francês. (Foto: EADS)
A França e o Reino Unido devem começar a utilizar helicópteros de ataque contra as forças do ditador líbio Muammar Gaddafi. O emprego dessas aeronaves pode significar uma mudança de estratégia da Otan (aliança militar ocidental).


Segundo o governo francês, o navio de ataque anfíbio Tonnerre partiu para a Líbia no último domingo com ao menos 12 helicópteros de ataque a bordo.

Esse tipo de aeronave é eficaz contra blindados e veículos de transporte. Seus ataques são mais precisos que os dos caças bombardeios e, em tese, podem fazer menos vítimas civis.

Contudo, os helicópteros são alvos mais fáceis para metralhadoras pesadas e para a artilharia antiaérea de Gaddafi. Desde que a zona proibida ao voo foi instituída na Líbia em março, nenhum piloto aliado foi morto.

O uso dos helicópteros representa uma mudança de estratégia na medida em que os bombardeios da aviação e da Marinha da Otan vem perdendo a eficácia durante a campanha — uma vez que o regime líbio aprendeu a esconder seus veículos militares e confundir os pilotos aliados.

O governo francês disse que o uso dos helicópteros está de acordo com a resolução da ONU que determina a proteção de civis na Líbia. A Otan não confirmou nem desmentiu o uso de helicópteros de ataque na campanha líbia.

Fonte: UOL

Nota do Editor: A França está destacando helicópteros de ataque Tiger e Gazelle, e o Reino Unido está enviando os modelos Apache, conforme detalhamos aqui.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Helicópteros Apache do Reino Unido liberados para operar na Líbia

Um helicóptero Westland WAH-64 Apache do Exército Real do Reino Unido. (Foto: MoD UK)
O Reino Unido está deslocando seus helicópteros Westland WAH-64 Mk1, do Exército Real Britânico,, para Líbia, como parte da Operação Ellamy, a contribuição britânica na Operação Unified Protector, que está criando a zona de exclusão aérea da OTAN sobre a Líbia.


Os helicópteros Apaches irão operar a partir do navio aeródromo HMS Ocean, onde o Esquadrão 656 do Regimento 4, normalmente baseado no Aeródromo de Wattisham , em Suffolk, está atualmente embarcado.

Numa significativa realização, no dia 13 de maio, os helicópteros Apaches ingleses passaram nos testes de disparos de mísseis Hellfire sobre o mar durante o Exercício Cougar 11, realizado próximo a Gibraltar. No total, 550 disparos do canhão de 30mm e nove mísseis Hellfire guiados por radar foram disparados, atingindo 100% de resultados positivos.

O Major Mike Neville, que comanda o Esquadráo 656, disse: “Nós provamos que o Apache pode operar efetivamente de uma embarcação da Marinha Real Britânica, transportando muniçoes a partir do depósito do navio, armando a aeronave, sendo lançada, disparando e depois retornando.”

Espera-se que quatro helicópteros Apache sejam destacados a bordo do HMS Ocean para operações no Mediterrâneo.

Fonte:Cavok

terça-feira, 10 de maio de 2011

Líbia: Noruega vai reduzir contribuição militar se a operação continuar

Um caça F-16 da Real Força Aérea Norueguesa decola de Creta para uma missão sobre a Líbia.
A Noruega, que participa com seis caças F-16, nas operações da OTAN contra a Líbia, reduzirá o nível da sua contribuição militar, se a intervenção continuar além de 24 de junho, anunciou nessa segunda-feira, a sua ministra da Defesa, Grete Faremo.

“A Noruega contribuiu muito na fase inicial da operação “, declarou Faremo, durante a sua intervenção perante o Parlamento.
Para a ministra, se a OTAN prosseguir com a operação para além de 24 de junho, uma contribuição eventual da Noruega seria menor que a atual, destacando que o seu país continuará a apoiar a implementação da resolução 1973, do Conselho de segurança da ONU.
A Noruega participa da missão na Líbia, liderada pela OTAN, com seis caças F-16.

A Noruega, foi um dos primeiros países a se juntar as operações militares lançadas contra a Líbia, concebidas, inicialmente, para um período de três meses.
Até essa segunda-feira, os F-16 noruegueses, baseados em Creta, efetuaram 315 missões e lançaram um total de 289 bombas sobre alvos móveis, como blindados, e fixos, como os centros de comando ou depósitos de armas, segundo o ministério da Defesa.
O custo dessa contribuição é estimado até o momento, em 261 milhões de coroas norueguesas (33,2 milhões de euros).

Fonte: AngolaPress

segunda-feira, 2 de maio de 2011

O drone invisível que ajudou a matar Bin Laden.

O veículo aéreo não-tripulado stealth RQ-170 Sentinel.
Provavelmente nunca saberemos todos os detalhes de como o governo americano encontrou e matou Osama Bin Laden, mas as notícias desta manhã indicam que a esquadra dos Navy SEALS – a força de operações especiais da Marinha americana que fez os ataques – tinha dois helicópteros e este veículo aéreo não-tripulado (UAV na sigla em inglês), conhecido como a “Fera de Kandahar”.

O RQ-170 Sentinel da Lockheed Martin é uma aeronave stealth – que pode voar sem ser detectada – do tamanho de um caça, com 19,8m de envergadura (distância entre as pontas das asas). Sua existência só se tornou oficial desde 2009, apesar de ter sido usado durante a guerra no Afeganistão, e de ter sido visto por entusiastas de aviação. Os pilotos do UAV não ficam na aeronave, ela não é tripulada: o RQ-170 é comandado direto dos EUA e de um campo de aviação em Kandahar, no Afeganistão – por isso ele é chamado de “Fera de Kandahar”. A principal função dos RQ-170s é reconhecimento e monitoramento para as tropas no local.
Dada a localização do complexo fortificado onde Bin Laden morava – a metros de um centro de treinamento militar do Paquistão – o RQ-170 provavelmente via e ouvia tudo na operação americana, transmitindo tudo em tempo real para as centrais de comando. É um vídeo do Bin Laden que o mundo provavelmente nunca verá.

Fonte: Jalopnik

Bin Laden foi morto a tiros em operação militar de 40 minutos

O líder da rede terrorista Al Qaeda, Osama bin Laden, foi morto com um tiro de um dos cerca de 20 militares da Marinha dos Estados Unidos, que invadiram de helicóptero sua mansão de alta segurança a apenas 70km da capital paquistanesa.
A operação durou 40 minutos e deixou ainda um dos filhos de Bin Laden, uma mulher e dois homens mortos. Nenhum militar americano ficou ferido.
Os detalhes da ação ainda não foram confirmados pelo governo americano, mas autoridades americanas e testemunhas paquistanesas revelaram algumas informações à imprensa.
"Depois da meia noite [16h em Brasília], um grande número de militares cercou o complexo residencial [de Bin Laden]. Três helicópteros estavam sobrevoando o local", disse Nasir Khan, morador da cidade de Abbottabad, onde fica a mansão do líder terrorista. 
 

"De repente, houve tiros do chão em direção aos helicópteros. Houve um intenso tiroteio e eu vi um dos helicópteros cair", disse Khan, que viu a batalha de seu telhado.
Oficiais americanos consultados pela agência de notícias Reuters confirmaram que um dos helicópteros americanos foi perdido, mas disseram que houve uma falha mecânica e que todos os tripulantes foram retirados em segurança.
Um oficial americano citado pelo jornal "Telegraph" descreveu a operação como "cirúrgica", realizada por uma equipe pequena para minimizar efeitos colaterais, termo que designa morte de civis.
Os militares teriam descido de corda no complexo de Bin Laden, iniciando um novo tiroteio no local. Os disparos dos marines americanos mataram Bin Laden, o homem mais procurado do mundo, além de um de seus filhos e dois aliados que viviam no complexo com suas famílias. Uma mulher também foi morta após ser usada como escudo humano por um dos homens de Bin Laden. Outras duas mulheres ficaram feridas.
O governo paquistanês só soube da operação quando ela havia acabado.
A identidade da equipe que matou Bin Laden também está sendo mantida sob sigilo, mas o próprio presidente Barack Obama revelou que a CIA (agência de inteligência americana) esteve envolvida no planejamento e execução da operação.
O que se sabe é que os homens fazem parte de uma unidade SEAL --a força de elite da Marinha, cujo nome é um anagrama com as iniciais de sea, air e land (mar, ar e terra em inglês).
MANSÃO
Abbottabad é um destino popular de férias de verão, localizado em um vale cercado de morros verdes perto da Caxemira paquistanesa. Militantes islâmicos, principalmente os que lutam na Caxemira indiana, costumavam ter campos de treinamento perto da cidade.
A mansão de Bin Laden na cidade foi construída em 2005. Alguns jornais especulam que ela já tenha sido construída com todos os recursos de segurança para manter o líder da Al Qaeda seguro.
Na época em que foi construído, o complexo residencial ficava em uma área isolada, no fim de uma estrada de terra. Com os anos, contudo, mais casas surgiram nos arredores.
Mesmo assim, a mansão se destacava das demais. Segundo o jornal "Telegraph", ela ocupava uma área oito vezes maior que qualquer vizinho. Era protegida ainda por dois portões de segurança e muros de cinco metros, com arame farpado no topo.
O prédio principal, a casa de Bin Laden, tem três andares. Poucas janelas de todo o complexo tinham vista para a parte externa e o terraço era escondido dos vizinhos por um muro de dois metros.
Apesar do tamanho, não havia telefone ou internet e todo o lixo produzido no complexo era queimado, segundo oficiais americanos consultados pela Reuters.
"Tudo que vimos, a segurança extremamente elaborada, o passado dos moradores e seu comportamento e a localização do complexo eram perfeitamente consistentes com o que nossos especialistas esperavam de um refúgio de Bin Laden", disse um dos nomes da administração Obama, em condição de anonimato.
INVESTIGAÇÃO
A inteligência americana chegou ao complexo residencial após mais de quatro anos investigando um dos aliados mais confiáveis de Bin Laden, que oficiais americanos disseram ter sido identificado pelos homens capturados após os ataques de 11 de Setembro.
"Detentos também identificaram esse homem como um dos poucos espiões de confiança de Bin Laden. Eles indicaram que ele estaria vivendo com Bin Laden ou sendo protegido por ele", disse um funcionário de alto escalão do governo americano.
Em agosto de 2010, as autoridades descobriram que o espião vivia com seu irmão e familiares em um prédio de alta segurança. O espião e um de seus irmãos estariam entre os mortos na operação.
"Quando nós vimos o complexo onde os irmãos viviam, ficamos chocados com o que vimos: um complexo extremamente único", disse o funcionário.
"O resumo de nossa investigação é que lá havia um alvo terrorista de grande valor. Os especialistas que trabalharam neste tema por anos descobriram uma grande probabilidade de que o terrorista que se escondia lá era Osama bin Laden", disse outro funcionário da administração Obama.
Os EUA chegaram a consideram um ataque de míssil por um avião não tripulado, mas excluíram a possibilidade pelos riscos de um grande número de civis mortos. Em vez disso, Obama autorizou na sexta-feira (29) uma operação de helicóptero que seria realizada nas primeiras horas de domingo, no horário paquistanês.

Fonte: Folha

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Força Aérea Francesa assume missão sobre o Báltico

Os quatro caças Mirage 2000C da Força Aérea Francesa na Base Aérea de Zokniai, Lituânia. (Foto: Antanas Gedrimas / LAF)
Na manhã do dia 28 de abril, a força aérea alemã concluiu o deslocamento da patrulha do espaço aéreo do Báltico no intuito de realizar a missão de policiamento aéreo da OTAN, entregando oficialmente o dever das operações para Força Aérea Francesa. O componente aéreo francês veio das bases aéreas de Cambrai e Orange.
Os quatro caças franceses substituem os caças alemães F-4F Phantom. (Foto: Antanas Gedrimas / LAF)

A troca da missão foi simbolicamente realizada na base aérea de Zokniai na Lituânia, com um voo realizado por dois caças F-4F da Luftwaffe e dois caças franceses Mirage 2000C.
Desde janeiro, os caças alemães realizaram 46 voos de patrulha e seis voos resposta tática a fim de identificar aeronaves desconhecidas e manter a segurança do tráfego aéreo na região do Báltico. Em missões de treinamento conjunto, as equipes das forças aéreas do Báltico “da Lituânia e Estônia tiveram a oportunidade de melhorar suas habilidades no controle de tráfego aéreo”.
A Alemanha assumiu a missão de patrulhamento do espaço aéreo do Báltico por quatro vezes.
Essa é a terceira vez que a Força Aérea Francesa participa da missão da OTAN no Báltico. (Foto: Antanas Gedrimas / LAF)

A França estará realizando a missão pela terceira vez. Sua equipe é composta de aproximadamente 200 militares, incluindo pessoal de apoio técnico e médico, logística e de comunicações.
Os membros da OTAN tem mantido as funções da missão, numa base rotativa desde 2004, colocando os seus militares em destacamentos na Lituânia.

Fonte:Cavok

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Itália passa a utilizar aeronaves de caça nos ataques a Líbia

Caças Tornado da Força Aérea Italiana já estão participando dos ataques a Líbia coordenados pela OTAN. (Foto: ANSA/US-AERONAUTICA MILITARE)
O premier italiano Silvio Berlusconi não manteve a palavra de que jamais mandaria bombardear a Líbia do seu “considerado” Muammar Kadafi. Desde a última terça-feira, caças italianos Eurofighter, AMX-T e Tornado passam a participar das missões de ataque junto com as forças da OTAN.
Caças Eurofighters italianos estão participando das missões na Líbia.

Quando em queda de braço com o presidente francês Nicolas Sarkozy e com o primeiro ministro britânico David Cameron, Berlusconi sustentou que os caças italianos não “bombardeavam e nem bombardeariam a Líbia”. Mais ainda, Berlusconi chegou a anunciar, em entrevista coletiva, que convenceria o coronel Kadafi “a deixar a Líbia e se exilar num outro país”. Mas no final do encontro bilateral com o presidente francês Nicolas Sarkozi ocorrido na italiana Villa Madama, Berlusconi confirmou que havia atendido o apelo do presidente norte-americano Barack Obama.
O apelo era para a Itália participar de ações militares de bombardeamento na Líbia, com base em particular interpretação da Resolução 1973 das Nações Unidas: a resolução é de 17 de março.
Desde o dia 26 de abril, a atuação da Itália fica ampliada, não mais se limitando ao fornecimento de bases-militares para as tropas da coalizão coordenadas pela Otan-Nato. Os seus caças modelo Tornado, antes posicionados para controlar e bloquear o espaço aéreo, passarão a bombardear, com mísseis, alvos selecionados pela OTAN.

Fonte: Terra,via Cavok

quinta-feira, 21 de abril de 2011

MNE líbio acredita ser possível um cessar-fogo que permita eleições livres

O ministro dos Negócios Estrangeiros líbio, Abdul Ati al-Obeidi, referiu esta quarta-feira que o cessar-fogo é uma condição essencial para que se possam realizar eleições livres no país, acreditando ser possível alcançar um consenso sem a necessidade da intervenção militar das forças internacionais.

Abdul Ati al-Obeidi afirmou que o regime está preparado para que um executivo interino governe o país até serem realizadas eleições livres na Líbia, e prevê que a sua realização não exceda um período de seis meses após o início do cessar-fogo, segundo avança o jornal britânico The Guardian.

O responsável líbio apela à conciliação entre regime e forças rebeldes sublinhando que se «trata de um caso onde todos se devem sentar à mesa e falar como irmãos», refutando a ideia de se tratar de uma questão «de seguir um lado ou outro».

Um cessar-fogo e a retirada das forças militares internacionais são obrigatórios para o início de conversações à volta da resolução para o conflito.

«[A decisão] devia ser do povo líbio. Nada deveria ser ditado por qualquer outro chefe de estado, pois é contra os princípios da democracia», apontou.

Fonte:RTP

Rebeldes conquistam posto fronteiriço com a Tunísia

A guerra civil na Líbia está longe de terminar. Se as forças pró-Muammar Kadhafi mantêm o cerco à cidade de Misrata, os rebeldes nem por isso se abstêm de tentar adquirir posições que lhes permita se não o assalto final ao poder de Tripoli, pelo menos a manutenção das posições e exigências feitas.

Esta quinta-feira, forças rebeldes atacaram a cidade de Wazin, cidade fronteiriça situada a oeste na Líbia, e ao fim de duros combates expulsaram os cerca de 100 soldados do exército fiel a Kadhafi que tiveram de atravessar a fronteira e entregar-se ao exército tunisino.

Foi uma rara investida dos rebeldes na zona oeste do país e a tomada da cidade foi conseguida após três dias de combates em Nalut, uma cidade das redondezas do posto fronteiriço onde se registam combates e que de acordo com testemunhas foi pilhada pelas forças pró-Kadhafi. Nesta cidade a na vizinha de Yefren mais cem pessoas perderam a vida nos combates.

No seu avanço para Wazin, as forças rebeldes apoderaram-se de várias viaturas blindadas e armas e destruíram cerca de 30 camiões de equipamentos das forças leais a Tripoli. Cinco a dez soldados líbios pró-Kadhafi foram mortos durante a operação e outros 25 ficaram feridos segundo fontes próximas dos rebeldes.

A ação constituiu uma surpresa para a comunidade internacional já que a região em causa está totalmente controlada pelas forças de Muammar Kadhafi sendo o ponto mais próximo em que os combatentes que lutam pela deposição do líder líbio é precisamente a cidade de Misrata que se situa a mais de 540 quilómetros de distância.

Depois de tomar o posto, substituir a bandeira líbia pela bandeira monárquica que é o símbolo da revolta, os rebeldes partiram para as zonas montanhosas.

Fonte:RTP

Recorde de reconhecimento dos caças F-16 da Holanda

A equipe de reconhecimento tático da Real Força Aérea Holandesa posa para foto mostrando a histórica marca de 1.500 mil imagens de reconhecimento com os caças F-16. (Foto: RNLAF)
Os caças F-16 da Real Força Aérea Holandesa (RNLAF), da Força Tarefa Aérea destacada no Aeródromo de Kandahar, entregou a imagem de número 1.500.000 tirada por um sistema RecceLite.


A Real Força Aérea Holandesa utiliza os pods RecceLite desde setembro de 2009 para rastrear dispositivos explosivos improvisados (IEDs) que ameaçam os soldados da coalisão no Afeganistão. Todas as informações fornecidas pelas aeronaves são analizadas pelo Centro de Reconhecimento Aéreo Tático (TARC).
Os caças F-16 da Holanda também oferecem apoio aéreo para as tropas terrestres. Um avançado pod de pontaria com sistema de link de dados ROVER fornece imagens e vídeos de diversas áreas para as tropas que combatem no solo.
O aeródromo de Kandahar está sendo amplamente utilizado pelas forças da coalisão. A única pista disponível da base chega a operar cerca de 5.000 voos por semana.

Fonte:Cavok

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Espanha confirma prorrogação de sua missão militar na Líbia


Caça Hornet da Força Aérea Espanhola recebe combustível em voo durante operação na Líbia. Notar a carga assimétrica do caça. (Foto: Ministério da Defesa da Espanha)

A Espanha anunciou hoje uma prorrogação de dois meses da permanência de suas tropas na coalizão militar estrangeira que desde 19 de março bombardeia a Líbia sob o aparato das Nações Unidas.
A ministra de Defesa, Carme Chacón, confirmou nesta quinta-feira que o país ibérico manterá sua contribuição às forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) para manter a zona de exclusão aérea sobre o céu líbio.
Durante uma videoconferência com os responsáveis pelas unidades espanholas instaladas na nação magrebe, Chacón assinalou, também, a disposição de Madri de assumir ações humanitárias se as Nações Unidas as solicitarem.
A missão espanhola na Líbia, que expirava no próximo dia 22 de abril, e agora se estenderá até 22 de junho, está integrada por quatro caças-bombardeiros F-18, um avião de reabastecimento em voo, uma fragata F-100, um submarino e uma aeronave de vigilância marítima.
Em sua reunião semanal, o Conselho de Ministros aprovará amanhã o pedido de prorrogação.
Depois de receber o visto bom do Governo de José Luis Rodríguez Zapatero, a titular militar comparecerá na próxima terça-feira ante a comissão de Defesa do Congresso dos Deputados para solicitar o aval parlamentar correspondente.
Chacón, que descartou ampliar o número de efetivos que participam da intervenção militar contra as forças de Muamar Kadafi, remarcou a decisão da administração de Rodríguez Zapatero de somar as suas tarefas ações de caráter humanitário.
O objetivo de dito trabalho seria, segundo explicou, garantir a chegada da ajuda e assegurar a evacuação da população civil se for necessário.
Justificou a ampliação da permanência do F-18 e do avião de reabastecimento em voo à necessidade de preservar o cumprimento do mandato da ONU para proteger a população líbia.
Em Berlim, onde assiste a uma reunião da OTAN, a ministra de Assuntos Exteriores, Trinidad Jiménez, destacou o compromisso da Espanha com a operação na Líbia, mas esclareceu que esta nação europeia não contribuirá aos ataques de seus aliados.
Decidimos desde um princípio proporcionar dotação marítima e aérea para aplicar o embargo de armas e a zona de exclusão aérea, e “esta é a contribuição espanhola na atualidade e será a contribuição espanhola no futuro”, enfatizou Jiménez.
Segundo versões da imprensa madrilenha, o chanceler mostrou-se prudente ante os pedidos da França e Reino Unido de reforçar a investida e ressaltou a necessidade da via diplomática.

Fonte: Prensa Latina






terça-feira, 5 de abril de 2011

Reino Unido vai enviar mais quatro caças de ataque Tornado para Líbia

Um caça Tornado GR4 da Royal Air Force durante missão na Líbia.
O Reino Unido vai enviar mais quatro jatos Tornado para reforçar ainda mais a missão da OTAN na Líbia e ajudar a “manter a pressão” até que haja um real” cessar-fogo, informou o primeiro-ministro britânico, David Cameron,nessa segunda-feira.

O envio extra do Reino Unido totaliza 12 jatos Tornado de ataque ao solo, ao lado de 10 aviões Typhoon, para ajudar a impor a zona de exclusão aérea proposta pela ONU sobre a Líbia e proteger os civis das forças leais ao líder líbio, Muammar Kadhafi.
Cameron disse que os pilotos britânicos tinham destruído 10 veículos blindados e três tanques na Líbia no final de semana.
“Quatro novos Tornados adicionais serão destacados nos próximos dias”, Cameron disse a jornalistas antes de chegar em Gioia del Colle, da base aérea italiana onde as forças britânicas estão estacionadas.
Cameron disse que estava visitando soldados do Reino Unido para agradecer a sua coragem em ajudar a salvar “milhares de vidas em Benghazi, na Líbia e em outros lugares.”
“Eles foram extremamente bem sucedidos em conter as forças de Khadafi”, disse ele. “Eles têm realizado um grande número de missões muito rapidamente.” Pilotos britânicos tem voado mais de 70 missões sobre a Líbia como parte dos esforços do Ocidente para reforçar as forças de oposição que estão tentando derrubar Kadhafi.
Em entrevista ao jornal The Guardian, publicado nesta segunda-feira, Stephen Dalton, diretor da Real Força Aérea britânica, disse que a RAF estava planejando continuar suas operações na Líbia durante pelo menos seis meses.
Ele disse que o Reino Unido teria planos para um número de meses ao invés de dias ou semanas.
“Em algum momento deverá ter um verdadeiro cessar-fogo, e em seguida, o processo político vai começar – até então nós temos que manter a pressão”, disse Cameron aos pilotos na base.
O Wing Commander Andy Turk, que lidera o esquadrão de Tornados britânicos, disse que as forças britânicas vão continuar “enquanto o sucesso da missão em que estão não for um sucesso.”
“Nós temos o controle do ar, agora estamos nos organizando para controlar o solo”, disse ele a jornalistas. “É como uma operação de rotina progride, mudando nossas prioridades do ar para o solo. É tudo sobre como proteger os civis da Líbia.”

Fonte: Reuters – Tradução: Cavok

domingo, 3 de abril de 2011

Todos caças Gripen chegam na Itália para operação na Líbia

Cinco caças Gripen da Força Aérea da Suécia chegaram na Itália nesse domingo. (Foto: Anthony Osborne)
Todos os oito caças suecos JAS39 Gripen chegaram nesse domingo na Base Aérea na Sicília e estão agora sob comando da OTAN. Eles podem iniciar as operações sobre o espaço aéreo da Líbia na metade da semana, informou a agência de notícias TT.

Os três primeiros caças Gripen da Força Aérea da Suécia chegaram no sábado a tarde na Base Aérea de Sigonella, na Sicília. “Nós voamos através de uma base na Hungria, onde paramos para reabastecer, e depois continuamos para Sicília,”, disse o porta-voz da força aérea, Anders Silwer.
Um jato Gulfstream também voou para Sigonella com técnicos e pessoal de segurança. Hoje, chegaram cinco outros caças Gripen e mais quatro aviões Hercules estão a caminho da Sicília.
As Forças Armadas da Suécia estão agora analisando quais as regras da missão da OTAN que os pilotos suecos seguirão. Mais tarde, os pilotos serão informados sobre as regras antes de começar a voar na área.
Nove dos dez pilotos que estão participando da operação optaram por permanecer no anonimato durante a missão.

Fonte:Cavok

sábado, 2 de abril de 2011

Aeronaves ISTAR da RAF mantém o céu vigiado sobre a Líbia

As aeronaves E-3D Sentry e Nimrod R1 estão desempenhando um importante papel na operação na Líbia. (Foto: Gareth Horne)
Quando a Resolução 1973 do Conselho de Segurança das Nações Unidas foi declarada para estabelecer a zona de exclusão aérea sobre a Líbia, as aeronaves de Inteligência, Vigilância, Reconhecimento & Aquisição de Alvos (ISTAR) foram rapidamente movidas para a região pelo pessoal da Royal Air Force.

Os esquadrões ISTAR, os quais são normalmente baseados na Base da RAF de Waddington, em Lincolnshire, habilmente mudaram o rumo da Operação DEFERENCE, apoiando a evacuação dos cidadãos estrangeiros para o Reino Unido, e na Operação ELLAMY, apoiando a execução de uma zona de exclusão aérea no espaço aéreo líbio.
Os “olhos” ISTAR inicialmente compreendem as aeronaves E-3D Sentry AWACS (Airborne Warning and Control System) do Esquadrão 8 e os “ouvidos” sendo fornecidos pela aeronave Nimrod R1 do Esquadrão 51. As aeronaves Sentries executaram uma tarefa crucial na Operação DEFERENCE como plataformas de comando e controle para as aeronaves de transporte Hercules que pousaram em pistas no deserto da Líbia para resgatar trabalhadores de locais de extração de petróleo, e depois foram destacados para apoiar a Operação ELLAMY.

Fonte:Cavok

Primeiros caças Gripen partem da Suécia para participar da operação na Líbia

Um caça Gripen do Esquadrão F17 parte da Base Aérea de Blekinge, na manhã desse sábado, rumo a Itália, para participar da missão sobre a Líbia. (Foto: Patric Söderström/Scanpix)
Três caças JAS39 Gripen, da Força Aérea da Suécia, partiram esta manhã da Base Aérea de Blekinge, no sul da Suécia, por volta das 5 horas da manhã (horário de Brasília), para a base na Sardenha, Itália, de onde vão participar da operação da OTAN relativa a zona de exclusão aérea na Líbia.

As três primeiras aeronaves estão “praticamente prontas” para entrarem em operação assim que chegarem na Itália. Outros cinco caças Gripen devem partir no domingo.
Além das oito aeronaves de caça Gripen, a Suécia também mandou uma aeronave de transporte C-130 Hercules e uma aeronave AEW Saab 340.
Segundo informações do governo sueco, as aeronaves Gripen não vão participar de ataques contra as forças militares do líder líbio Kadhafi, mas poderão abrir fogo caso forem atacadas.

Fonte:Cavok

quinta-feira, 31 de março de 2011

Distância mantém caças F-22 longe das operações na Líbia

Um caça F-22 Raptor durante uma demonstração em Point Mugu, California. (Foto: Tech Sgt Justin D. Pyle / U.S. Air Force)
Segundo a USAF, a distância está mantendo a frota de caças F-22 Raptor da Força Aérea dos EUA fora dos combates sobre a Líbia, conforme informação do chefe da força aérea General Norton Schwartz, após semanas de especulações sobre o motivo.

Se os caças Raptors estivessem baseados na Europa ou no Oriente Médio, eles poderiam ser utilizados na Operação Odisseia do Amanhecer para reforçar a zona de exclusão aérea sobre a Líbia, disse o General ao comitê de defesa do Senado dos EUA.
O General foi ao Senado informar que os planejadores da missão buscaram disponibilizar os vetores mais próximos da Líbia. A operação num contexto geral foi colocada com a conveniência em mente e as aeronaves que já estivessem destacadas nas proximidades foram utilizadas, de acordo com Schwartz.
“Claramente, tendo os caças F-22s estacionados na Europa numa proximidade maior com a Líbia e dessa forma mais disponíveis, eles sem dúvida teriam sido utilizados,” disse Schwartz. “Mas como isso veio junto com bastante rapidez, o julgamento foi feito para aplicar as várias plataformas que tínhamos em nosso inventário utilizando os recursos que estavam nas proximidades.”
O general fez questão de acrescentar que a decisão de deixar de fora o F-22 “não foi um anúncio contra esse sistema de armas como um todo, mas realmente foi um julgamento tomado no que diz respeito a colocar o plano geral em execução num prazo de tempo muito rápido. ”
Traduzindo: a mudança nos planos para deixar os caças F-22 de fora não deve ser considerado como uma “rasteira” nos Raptors.
A guerra aérea até o momento já incluiu as aeronaves dos EUA F-16, F-15E, EA-18G, AV-8B e A-10, os caças britânicos Eurofighter Typhoon e Tornado, e os franceses Rafale e Mirage. Todos esses jatos táticos que operaram juntamente com bombardeiros B-2 Spirits, B-1B Lancers, AC-130 Spectres e uma variedade de aeronaves de inteligência, comando e controle, reabastecimento e reconhecimento.
O Secretário da USAF Michael Donley adicionou que o caça F-22 é otimizado para o combate ar-ar enquanto que a vasta maioria das operações na Líbia estão sendo focadas nos ataques ar-solo, melhores desempenhadas pelas aeronaves F-15E Strike Eagle e outros “bombardeiros.” Ele adicionou que a missão na Líbia mostra a eficiência e efetividade das forças de bombardeiros dos EUA.
Outra informação divulgada pelo analista de assuntos militares Loren Thompson, do Lexington Institute, disse que o caça F-22 provavelmente foi mantido fora dos combates pois seus sistemas de links de dados não conseguem se comunicar com as outras aeronaves do inventário, além da limitação das capacidades de ataque ao solo.
Os caças Lockheed F-22 Raptors, as mais avançadas e caras aeronaves do arsenal dos EUA, estão baseados na Virgínia, Novo México, Califórnia, Flórida, Alasca e no Havaí.
Nota do Editor: Interessante a desculpa do chefe da USAF sobre o não envio dos caças F-22 para Líbia, já que fazem tanta propaganda dos deslocamentos dos caças para Coreia do Sul, Guam, Japão, etc. E além disso os mesmos também nunca foram utilizados no Afeganistão, Iraque, Kosovo. Acredito mais nas deficiências da capacidade de ataques ar-solo dos Raptors.