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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Irã declara operacional seu primeiro esquadrão de caças Saeqeh fabricados no país

Dois caças Saeqeh, fabricados no Irã, para Força Aérea Iraniana.
O primeiro esquadrão da Força Aérea iraniana composto por jatos jatos Saeqeh(Thunderbolt), produzidos no país, iniciou suas operações durante o grande exercício aéreo de combate chamado de “Fadaeeyan-e-Harim e Vellayat III”, em andamento no noroeste do Irã.

“Os aviões de caça Saeqeh entraram em operação durante os treinos”, disse o porta-voz dos exercícios, o Comandante da Força Aérea Iraniana, Brigadeiro General Hossein Chitforoush. ”Os caça F4 e F5 Saeqeh, de diferentes partes do país, estão realizando voos em missões de reconhecimento para obter informações sobre a região geográfica dos treinos”.
Em setembro de 2010, o Irã exibiu o primeiro esquadrão de caças Saeqeh (Thunderbolt) produzidos por suas indústrias de defesa durante um show aéreo realizado durante os desfiles militares no início da Semana Sagrada de Defesa, marcando os sacrifícios iranianos ”durante os 8 anos de guerras entre o Irã e Iraque na década de 80.
Diferentes aeronaves, equipamentos, munições e táticas serão testados durante as quatro fases do exercícios.
Uma série de aviões de combate, caças, aviões de carga e transporte, incluindo jatos F-4, F-5, caças bombardeiros Sukhoi Su-24, MiG-29 e aeronaves de transporte C-130, serão usados ??nos exercícios.
O Irã recentemente fez um bom progresso na indústria aérea e conseguiu ganhar o conhecimento técnico para a produção de aviões stealth e drones.
O Irã testou com sucesso um UAV furtivo com capacidade de bombardeio. Também em 2008, as indústrias de defesa do país iniciaram a produção de dois caças bem conhecidos fabricados no país, as aeronaves Saeqeh (Thunderbolt) e Azarakhsh (Lightening).

Fonte: FARS News Agency – Tradução: Cavok

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Caças F-14 iranianos são equipados com avançados radares

Caça F-14 Persian Cat da Força Aérea da República Islãmica do Irã (IRIAF).
A Força Aérea Iraniana equipou todos seus caças F-14 Persian Cats com avançados radares desenvolvidos no país, confome disse o comandante da força aérea do país Farhad Amiri.

“O sistema radar desses caças é altamente complicado devido ao fato dele ser constituído por um conjunto de peças separadas as quais são juntadas uns nos outros quando são montados nas aeronaves de caça, e esse é um complexo processo tecnológico e científico,” adicionou Amiri.
Os sistemas radares desenvolvido no Irã foram montados e instalados em locais específicos que cobrem brechas de outros sistemas.
O Irã utilizada radares norte americanos e britânicos no passado e atingiu recentemente a auto-suficiência na produção de radares nas diferentes frequências e alcances, de acordo com a agência de notícias Fars.
O país está também desenvolvendo um novo sistema radar que pode cobrir áreas de até 3.000 km.

Fonte:Cavok

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Irã afirma ter derrubado dois aviões de espionagem no Golfo



O Irã derrubou dois aviões teleguiados de reconhecimento no Golfo, disse neste domingo um comandante das Guardas Revolucionárias do Irã à agência semioficial de notícias Fars. Segundo o comandante, as aeronaves seriam de países ocidentais, inimigos da República Islâmica.
"Muitos aviões de espionagem dos nossos inimigos foram derrubados (por nossas forças)... Também derrubamos dois aviões de espionagem no Golfo Pérsico", disse o comandante Amir Ali Hajizadeh. "Mas é a primeira vez que estamos anunciando."
Ele não disse quando o avião inimigo havia sido derrubado, mas informou ser uma aeronave "ocidental teleguiada de reconhecimento".
As relações entre o Irã e as grandes potências estão tensas por conta das atividades nucleares do país islâmico, que os Estados Unidos e seus aliados acreditam ter como objetivo a produção de armas nucleares. O Irã nega as alegações e diz que o programa busca apenas a geração de energia.
Os Estados Unidos e Israel, principais inimigos do Irã, não descartam a possibilidade de ação militar caso a diplomacia não consiga encerrar o impasse nuclear.

 Fonte: O Globo

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Análise: acordo com Irã ajuda ou atrapalha diplomacia do Brasil?


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva colocou o Brasil nesta semana sob os holofotes mundiais, com sua atuação decisiva na mediação de um polêmico acordo de intercâmbio de material nuclear do Irã.
Mas Lula pode ter irritado os Estados Unidos e outros aliados poderosos com esse acordo, semelhante a um plano anterior da Organização das Nações Unidas (ONU) destinado a impedir que o Irã desenvolva as condições para produzir uma arma nuclear.
"Eu acho que a diplomacia sai vencedora hoje", disse Lula no seu programa de rádio "Café com o Presidente," um dia depois de obter do Irã o compromisso de que o país enviará ao exterior parte do seu estoque de urânio baixamente enriquecido para, em troca, receber combustível para um reator nuclear de pesquisas médicas.
Algumas influentes nações ocidentais, junto com Rússia e China, parecem dispostas a recusar o acordo no âmbito do Conselho de Segurança da ONU, a pedido de Washington, que continua negociando uma quarta rodada de sanções à República Islâmica.
O Brasil, como uma potência global e regional em ascensão, corre o risco de parecer ingênuo ou, pior ainda, cúmplice das ambições nucleares iranianas, caso Teerã continue violando resoluções do Conselho de Segurança e relute em aceitar inspeções internacionais.
"O Brasil ajudou o Irã a voltar à mesa de negociação, e isso é claramente positivo -- Lula pode reivindicar crédito por isso," disse Alcides Costa Vaz, vice-diretor do Instituto de Relações Exteriores da Universidade de Brasília. "Mas é uma aposta arriscada e frágil."

CILADASMesmo antes do acordo assinado por Lula com os governos do Irã e da Turquia --que também agiu como mediadora--, Teerã já havia deixado claro que não pretendia abandonar suas atividades de enriquecimento de urânio.

Potências ocidentais acusam o Irã de tentar desenvolver secretamente armas nucleares, embora a República Islâmica insista que sua intenção é apenas gerar eletricidade para fins civis.

"Brasil e Turquia devem ser parabenizados por seus esforços, mas eles cometeram dois enormes enganos. Estão deixando o Irã com urânio enriquecido suficiente para construir uma bomba, e não asseguraram plenas inspeções internacionais", disse Robert Pasto, que foi assessor nacional de segurança dos EUA para temas latino-americanos no governo de Jimmy Carter.

"Então a questão é se o Brasil desempenhou um papel construtivo ou se abalou o consenso internacional em torno do Irã," acrescentou Pastor, hoje professor da Universidade Americana, em Washington.

O Brasil admite que o acordo é incompleto, mas insiste que ele abre espaço para mais diálogo.

"Esse acordo não vai resolver todas as questões que existem na questão nuclear. Mas ele é o passaporte para que possa haver discussões mais amplas que criem a confiança na comunidade internacional e, ao mesmo tempo, permita o Irã exercer o direito legítimo à energia nuclear para fins pacíficos, inclusive com enriquecimento", disse o chanceler Celso Amorim na segunda-feira.

Lula está acostumado a negociações difíceis. Ele entrou para a política como sindicalista de oposição ao regime militar (1964-85), e participou ativamente da democratização do país. Nos seus mais de sete anos de governo, o Brasil tornou-se também um ator importante nas negociações comerciais e globais do mundo.

SANÇÕESA secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton, disse na terça-feira a congressistas que as grandes potências, inclusive EUA, Rússia e China, concordaram com uma proposta de resolução, a ser votada pelo Conselho de Segurança da ONU, que instituiria uma quarta rodada de sanções ao Irã.
O Brasil, membro não-permanente do Conselho, se opõe a novas sanções ao Irã. Amorim afirmou na terça-feira que o acordo com o Irã é compatível com aquilo que os governos ocidentais exigiam.

Assessores do governo admitem que a diplomacia do governo Lula pode indispor o país com Washington a ponto de ameaçar a candidatura brasileira a uma vaga permanente no Conselho de Segurança.

"O presidente Lula tem insistido em uma coisa: 'Sei que é uma aposta arriscada ter vindo (ao Irã), vai irritar alguns países e pode ameaçar a ambição de ampliar o Conselho de Segurança'", disse a jornalistas Marco Aurélio Garcia, assessor de política externa do Palácio do Planalto, em Madri.

Mas para Lula, que tem colhido elogios por sua defesa dos pobres e deseja apresentar o Brasil como uma potência não-alinhada, com voz independente, o risco pode valer a pena.

Kevin Casas-Zamora, pesquisador-sênior do Instituto Brookings, de Washington, e ex-vice-presidente da Costa Rica, disse que a reforma do Conselho de Segurança é uma meta distante sob qualquer cenário, e que os EUA dependem demais do Brasil na América Latina, o que faria com que eventuais atritos se limitassem a uma reprimenda verbal.

"O lado negativo para Lula é um atrito temporário com Washington e dar a impressão de que os iranianos lhe passaram a perna," disse ele. "O lado positivo é que eles (brasileiros) estão agora jogando na primeira divisão, o que o Brasil nunca fez antes."

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Irã vai mostrar novas armas durante celebração islâmica

 
Irã vai mostrar novas armas durante celebração islâmica

AE-AP - Agencia Estado

Um importante comandante da Guarda Revolucionária iraniana afirmou hoje que as forças armadas do país vão apresentar novos mísseis e armas durante os festejos do 31º aniversário da Revolução Islâmica, em fevereiro.

A agência de notícias "Mehr" citou o comandante Massud Jazayeri dizendo que "vários projetos de mísseis e armas serão revelados durante os dez dias de comemoração (ente 1º e 11 de fevereiro) pelas forças armadas".

O anúncio de Jazayeri ocorre menos de uma semana depois de Teerã ter afirmado que vai mostrar três novos satélites em fevereiro. O ministro de Comunicações, Reza Taghipour, disse que os três satélites de comunicação construídos no país são chamados Toloo, Ya Mahdi e Mesbah-2. Ele não revelou a data do lançamento.
 
O Irã lançou seu primeiro satélite construído no país, o Omid, em fevereiro do ano passado para coincidir com o 30º aniversário da Revolução Islâmica. O lançamento alertou a comunidade internacional, que demonstrou preocupação com o desenvolvimento de tecnologia que pode ser usada para fins militares.

O Ocidente suspeita que o Irã tenta construir uma bomba atômica e teme que a tecnologia usada para lançar foguetes para o espaço possa ser usada no desenvolvimento de mísseis balísticos de longo alcance, capazes de carregar ogivas nucleares. Teerã nega que tenha objetivos militares com seu programa espacial ou pretenda desenvolver armas nucleares.

O Irã está sob três sanções da Organização das Nações Unidas (ONU) por se recusar a suspender seu enriquecimento de urânio e pode ser alvo de mais sanções depois de ter rejeitado um acordo, negociado pela ONU, pelo qual enviaria seu urânio de baixo enriquecimento para o exterior para ser transformado em combustível para um reator de pesquisa em Teerã.

Afeganistão em debate

A agência oficial de notícias do Irã informou hoje que a república islâmica não deverá participar de uma conferência em Londres sobre o Afeganistão. O porta-voz do ministro do Exterior, Ramin Mehmanparast, disse à agência "Irna" que a conferência não será capaz "de ajudar a resolver os problemas do Afeganistão".

Mehmanparast também disse que a presença de forças estrangeiras no Afeganistão faz parte do problema, uma vez que elas não conseguem controlar o terrorismo no país. Na quinta-feira, uma conferência internacional em Londres sobre o Afeganistão deverá aprovar mais financiamento para o país da Ásia Central e endossar um plano de reconciliação com o movimento fundamentalista Taleban.

O Irã, que tem uma grande fronteira com o Afeganistão, vê a presença de tropas dos Estados Unidos no país vizinho como uma ameaça.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Iraque e Irã negociam área de fronteira sob disputa


Irã e Iraque deram início a conversações para tentar resolver a disputa sobre um poço de petróleo inativo numa área estratégica ao longo da fronteira de quase 1.500 quilômetros entre os dois países, afirmaram ministros das Relações Exteriores na quinta-feira.
O ministro iraquiano Hoshiyar Zebari se encontrou com o colega iraniano Manouchehr Mottaki numa iniciativa para aliviar as tensões entre os vizinhos, depois que um pequeno contingente de soldados iranianos se posicionou num campo de petróleo do território iraquiano no mês passado.
As declarações feitas em entrevista coletiva após a reunião deixaram claro que a essência da disputa ainda não foi resolvida. Mottaki afirmou que os soldados iranianos receberam ordens para voltar "às suas posições originais", mas Zebari indicou que até agora eles não tinham se movimentado para longe o suficiente.
"As tropas iranianas baixaram a bandeira iraniana e se retiraram (apenas) a uma determinada distância", afirmou Zebari.
A tomada do poço, que o Iraque afirma ser parte do campo petrolífero de Fakka, na província de Maysan, sudeste do país, deflagrou protestos em Bagdá e estremeceu os mercados de petróleo mundiais.
Zebari afirmou que os dois lados concordaram em "normalizar as condições de fronteira".
"Tivemos um problema (sobre fronteiras) e o problema ainda está pendente, mas queremos resolvê-lo", disse.
Ele afirmou que não havia a necessidade imediata de a Organização das Nações Unidas intermediar o caso porque o Irã e o Iraque ainda dispunham de soluções bilaterais.
Mottaki afirmou que os dois países estão realizando discussões técnicas sobre a disputa. Os dois lados afirmaram que as negociações continuarão nas próximas semanas.
O poço foi perfurado em 1979 e, na época, fornecia cerca de 3 mil barris de petróleo por dia, mas está inativo desde 1980, em razão da guerra.
O campo de Fakka integra o complexo petrolífero de Maysan, cujas reservas giram em torno de 2,5 bilhões de barris.
O Irã tem a terceira maior reserva de petróleo do mundo, mas é apenas o 11o. produtor mundial.

Ataque ao Irã desestabilizaria o Oriente Médio, dizem EUA


Um ataque ao Irã poderia ser "muito desestabilizador" e com consequências inesperadas para o Oriente Médio, disse na quinta-feira o chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, o almirante Mike Mullen, alertando que é crucial usar de diplomacia com Teerã.
De acordo com ele, o Irã parece estar "num caminho que tem a intenção estratégica de desenvolver armas nucleares, e já está nele há algum tempo". "Acho que o resultado é potencialmente muito desestabilizador (...). Por outro lado, com relação a atacar o Irã, especificamente, isso também tem um resultado muitíssimo desestabilizador", acrescentou ele num evento do Instituto para a Política do Oriente Próximo, em Washington.
Mullen se disse preocupado com as "consequências indesejadas" de ambos os cenários, acrescentando que "aquela parte do mundo pode ficar muito mais instável, o que é um resultado global perigoso". "Uma das coisas que acho importantes demais é que continuemos as conversas internacionalmente, diplomaticamente e politicamente - não só ''nós'', os Estados Unidos, mas a comunidade internacional -, que continuemos a focar nisso para evitar esses dois resultados".
O Irã nega a intenção de desenvolver armas nucleares, embora já tenha sofrido três rodadas de sanções da ONU por causa da sua recusa em suspender as atividades de enriquecimento de urânio. Os EUA e seus aliados defendem uma quarta rodada de sanções, mas Rússia e China, que têm poder de veto na ONU, relutam. Revertendo a política de seu antecessor, George W. Bush, o governo de Barack Obama tem demonstrado mais abertura para um diálogo com o Irã.