Mostrando postagens com marcador defesa israel. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador defesa israel. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Israel detém dois funcionários do consulado britânico em Jerusalém

O governo de Israel informou na segunda-feira que deteve e acusou dois funcionários locais do Consulado Geral do Reino Unido em Jerusalém de tráfico de armas.

A ação faz parte de uma investigação sobre um suposto complô para disparar um foguete contra um estádio de futebol. Um porta-voz britânico confirmou as prisões e disse que o país tentava confirmar com urgência as acusações.

"As autoridades de Israel nos informaram que a investigação sobre nossos dois funcionários não tem relação com o trabalho que eles fazem no consulado", afirmou o porta-voz.

O serviço secreto de Israel disse que dois palestinos foram indiciados recentemente por uso de armas em um caso ligado a um suposto complô de dois outros palestinos para atacar com foguete o estádio Teddy, sede do time de futebol de Jerusalém Beitar.

O serviço disse que os funcionários do consulado ajudaram os dois outros suspeitos, supostos membros do Hamas acusados em um tribunal no domingo, a obter armas.

Nenhum foguete foi encontrado pelas autoridades israelenses, que disseram que o plano de atacar o estádio estava na fase inicial.

Fonte: Reuters - Via Bol

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

1980: Israel poderia usar resposta atomica contra países árabes

Um embaixador britânico em Israel advertiu em 1980 que Israel poderia detonar uma bomba atômica no caso de uma guerra contra os árabes, de acordo com documentos de Estado antes confidenciais, divulgados na quinta-feira.
"Se eles (os israelenses) estiverem prestes a ser destruídos, agirão com força total desta vez. Estarão prontos para usar sua arma atômica", disse o embaixador John Robinson, em uma mensagem telegráfica ao ministério de Relações Exteriores em 4 de maio de 1980.
Israel nunca confirmou ou negou ter bombas nucleares, em uma política de ambiguidade que visa deter forças numericamente superiores.
O clube nuclear é composto por nove países: Estados Unidos, Rússia, China, Inglaterra, França, Índia, Paquistão, Israel e Coréia do Norte. Israel não confirma possuir armas nucleares, mas observadores internacionais afirmam que o país conta com cerca de 200 ogivas. A Coréia do Norte assumiu publicamente que faz parte do grupo, mas nunca conduziu testes e o poder de seu arsenal nuclear, se é que existe, é um mistério. Índia e Paquistão também não revelam muito. Sabe-se apenas que ambos realizaram testes nucleares e têm mísseis capazes de carregar as ogivas.
A mensagem de Robinson, publicada sob uma regra que permite que documentos oficiais britânicos sejam divulgados depois de 30 anos, expressou sua apreensão de que as negociações mediadas pelos Estados Unidos não levariam a um acordo abrangente no conflito do Oriente Médio.
"Se não houver um acordo para a Cisjordânia e Jerusalém que satisfaça os palestinos, eles se voltarão cada vez mais para o extremismo; os governos moderados na região e os interesses ocidentais ficarão cada vez mais ameaçados; oportunidades para a influência soviética e a intervenção aumentarão; assim como o perigo de uma nova guerra", dizia a mensagem.


Fonte: Bol

sábado, 29 de maio de 2010

Israel rejeita chamado para se unir a tratado antinuclear

Israel classificou neste sábado como "hipócrita e falha" uma declaração de signatários de um tratado mundial antiarmas nucleares que pedia ao país para que assinasse o pacto e tornasse suas instalações nucleares passíveis de inspeções pela ONU.
Todos os 189 membros do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP), incluindo os Estados Unidos, pediram em uma declaração a realização de uma conferência em 2012 para discutir o banimento das armas de destruição em massa do Oriente Médio.
"Como um Estado não-signatário do TNP, Israel não está obrigado a cumprir as decisões desta conferência, que não tem nenhuma autoridade sobre Israel", afirmou o governo israelense em um comunicado por e-mail. "Dada a natureza distorcida desta declaração, Israel não poderá tomar parte de sua implementação" , diz o texto.
A declaração de 28 páginas diz que o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e Estados-chave iriam organizar uma conferência que incluiria todas as nações da região, ou seja, teria entre os participantes inimigos duros, como Israel e Irã.
Presume-se que Israel tenha um grande arsenal nuclear, mas o país não confirma nem nega o fato. É a única nação do Oriente Médio que não assinou o TNP. Como Paquistão e Índia, também não-signatários, Israel não tomou parte na conferência de revisão do tratado.
Autoridades dos Estados Unidos deixaram claro que a proposta não levaria a nada, dizendo que o Oriente Médio não poderia ser declarado livre de armas de destruição em massa enquanto não houver paz entre Israel e mundo árabe e o Irã não contiver seu programa de enriquecimento de urânio.
Aludindo a esse ponto, o comunicado israelense diz: "Esta resolução é profundamente falha e hipócrita. Ignora as realidades do Oriente Médio e as verdadeiras ameaças enfrentadas pela região e o mundo inteiro."
O Irã não foi mencionado na declaração do TNP. Israel e potências ocidentais suspeitam que o Irã esteja tentando desenvolver armas nucleares por ter no passado escondido sua atividade nuclear da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o órgão da ONU que supervisiona o uso pacífico da energia nuclear, e por fazer restrições ao acesso da AIEA às instalações do país.
<0p> O governo iraniano diz que está enriquecendo urânio apenas para gerar eletricidade e isótopos para tratamento medicinal e agricultura.

Fonte:Reuters

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Em Israel, casas terão de ter filtros contra ataques químicos

O governo de Israel anunciou, nesta quinta-feira, a obrigatoriedade da instalação de filtros contra eventuais ataques químicos em todas as novas construções do país. A decisão do governo se baseia no pressuposto de que, em uma próxima guerra, todo o território do país poderá estar ameaçado por mísseis químicos.


Os filtros deverão ser instalados nos chamados "quartos seguros" das casas. A construção de um espaço seguro em cada apartamento, com paredes reforçadas e portas e janelas de ferro, se tornou obrigatória em Israel desde a primeira Guerra do Golfo, em 1991.


A instalação de filtros nos apartamentos custará no mínimo 7.000 shekels (a moeda local), o equivalente a cerca de R$ 3.500. Mas os mais sofisticados poderão ser ainda mais caros e chegar custar a dezenas de milhares de shekels. A obrigatoriedade da instalação dos filtros deverá gerar um aumento no preço de novos imóveis.


Preocupação


Nos últimos dias, o governo de Israel tomou algumas decisões que indicam uma preocupação sobre possíveis ataques com armamentos não-convencionais contra o país. De acordo com o vice-ministro da Defesa, Matan Vilnai, "identificamos a ameaça de armas químicas principalmente da direção da Síria".


"Não podemos assumir o risco, pois os danos podem ser grandes e nos preparamos para todos os cenários possíveis", afirmou Vilnai.


Na semana passada, o governo também decidiu distribuir máscaras de gás a todos os habitantes do país. A distribuição será feita por intermédio das agências dos correios. As autoridades determinaram ainda a aceleração da fabricação das máscaras e verbas adicionais foram direcionadas para a intensificação da produção.


A operação de distribuição das máscaras deverá começar em fevereiro que vem. Segundo o jornal "Haaretz", a decisão se baseia em uma preocupação com uma "possível escalada nas diversas frentes" --Síria, Hizbollah, Hamas e Irã-- que poderá envolver o lançamento de mísseis contra Israel.


Precaução


Essa não é a primeira vez que o governo israelense decide distribuir máscaras de gás para a população. Essa medida já foi tomada em duas ocasiões anteriores. A primeira ocorreu no final de 1990, antes da primeira Guerra do Golfo, quando havia um risco iminente de ataques iraquianos contra Israel.


Durante aquela guerra, o Iraque lançou cerca de 45 mísseis contra Israel, a maioria deles atingiu a região de Tel Aviv. Embora nenhum míssil químico tenha atingido o país durante o conflito, a população usou as máscaras durante um mês e meio. A segunda distribuição ocorreu antes da invasão do Iraque pelas tropas americanas, em 2003, mesmo sem ataques contra Israel.


Além do risco de ataques químicos, o governo israelense também se prepara para possíveis ataques com armas biológicas.


Na próxima semana será realizada a maior simulação de um ataque biológico da história do país. O exercício será realizado nas grandes cidades do centro de Israel --Tel Aviv, Ramat Gan e Holon-- e testará a atuação do sistema de saúde, do Comando da Retaguarda e das forças de salvamento no caso de um desastre biológico.




Israel pode indenizar danos nas instalações da ONU em Gaza


Nações Unidas, 7 jan (EFE).- A ONU confirmou hoje que está perto de chegar a um acordo com o Governo israelense para o pagamento de uma indenização pelos danos sofridos nas instalações da organização durante a ofensiva militar em Gaza, há um ano. O porta-voz das Nações Unidas, Martin Nesirky, assegurou que as negociações entre o secretariado do organismo e o Governo israelense, iniciadas em julho, estão "muito avançadas", e por isso um anúncio oficial é questão de tempo. "Chegamos a um princípio de acordo, segundo o qual Israel pagaria à ONU. Falta que o Governo israelense dê o sinal verde, o que esperamos que aconteça em breve", comentou Nesirky em entrevista coletiva. Nesirky também confirmou que o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, e o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, falaram sobre a questão em conversa por telefone na última terça. O organismo apresentou ano passado uma reivindicação ao Executivo israelense no valor de US$ 10,5 milhões pelos danos sofridos em suas escolas, escritórios e edifícios em território palestino. Uma comissão nomeada pelo secretário-geral atribuiu então à "negligência e a imprudência" do Exército israelense sete dos nove ataques sofridos pelas Nações Unidas durante o conflito, e que tiveram como saldo aproximadamente 50 mortos. A ofensiva israelense contra o movimento islâmico Hamas, entre 27 de dezembro de 2008 e 17 de janeiro de 2009, deixou 1.400 palestinos mortos e outros 5 mil feridos, em sua maioria civis. Os foguetes lançados por milicianos palestinos de Gaza em direção a cidades israelenses tiveram como saldo 13 civis feridos.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Exército israelense terá assessoria legal durante combates

O exército israelense consultará seus assessores legais quando realizar operações de combate, e não só durante o planejamento, por causa das acusações que ter cometido crimes de guerra na Faixa de Gaza, informa nesta quarta o jornal Ha'aretz.
O chefe do Estado-Maior, Gabi Ashkenazi, deu esta ordem, frente à oposição de vários altos comandantes, que preferiam seguir o esquema da última ofensiva israelense em Gaza, na qual cerca de 1,4 mil palestinos (na maioria civis) morreram, quando os assessores legais participaram do planejamento da operação, mas quase não foram consultados durante a execução.
Apesar da mudança de estratégia, os assessores legais só trabalharão com os quartéis de divisão, em vez de com os de brigada ou batalhão, como costuma ser feito nos Exércitos ocidentais, incluindo o americano, afirma o jornal.
Em setembro do ano passado, um comitê da ONU liderado pelo jurista sul-africano Richard Goldstone encontrou evidências de crimes de guerra cometidos pelo Exército de Israel e pela milícia do Hamas durante a ofensiva a Gaza, a maior do Estado judeu ao território palestino desde a Guerra dos Seis Dias de 1967.
Dois meses depois, a Assembleia Geral da ONU aprovou uma resolução na qual pedia ao secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, que transmita ao Conselho de Segurança o relatório feito pelo comitê.
Neste contexto, Israel pretende mudar as leis internacionais de guerra para adaptá-las ao que considera que são as novas necessidades.