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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Japão pede que Rússia pare de realizar voos “provocativos” com seus bombardeiros

Um bombardeiro estratégico russo Tu-95 é acompanhado em voo por um caça F-15C Eagle da Força Aérea dos EUA sobre a região do Estreito de Bering.
O Ministro de Relações Exteriores do Japão, Koichiro Gemba pediu a Rússia nessa sexta-feira que parem de realizar ações militares “provocativas”, um dia depois de seus bombardeiros voarem mais uma vez ao redor do Japão.

Gemba disse que expressou preocupação do Japão em relação ao voo de dois bombardeiros russos Tupolev Tu-95MS na quinta-feira, quando falou por telefone com seu colega russo, Sergei Lavrov.
“Pedi que se abstenha (Rússia) de tomar medidas provocativas”, disse Gemba em uma entrevista coletiva.
Embora notando que o vôo não violou o direito internacional, Lavrov disse que a Rússia está pronta para fornecer informações para o Japão, se necessário, de acordo com Gemba.
No começo do dia, o chefe de Gabinete Osamu Fujimura disse que não é a primeira vez que aviões russos voaram ao redor do Japão, mas observou que o incidente de quinta-feira foi incomum porque os bombardeiros sobrevoaram uma longa distância e foram reabastecidos no ar.
O Ministério da Defesa russo reconheceu que os bombardeiros sobrevoaram o Oceano Pacífico e outras áreas por cerca de 19 horas, mas disseram que não violaram o espaço aéreo estrangeiro, segundo um relatório da agência de notícias Interfax.
Durante a conversa telefônica de 30 minutos, Gemba, que se tornou o novo ministro de relações exteriores do Japão na semana passada, também disse que é “essencial para resolver as questões territoriais e assinar um tratado de paz do pós-guerra” para o desenvolvimento de laços entre os dois países.
Lavrov respondeu que a Rússia vai “continuar o diálogo” com o Japão sobre o tratado.
A disputa territorial sobre as ilhas de Etorofu, Kunashiri e Shikotan, bem como o grupo de ilhotas Habomai, que foram tomadas pela União Soviética após a rendição do Japão na Segunda Guerra Mundial em 15 de agosto de 1945, tem impedido os dois países de assinarem um tratado de paz pós-guerra.
As ilhas são conhecidas no Japão como Territórios do Norte e na Rússia como as Kurils do sul.
No final do dia, o Ministério da Defesa russo disse que quatro navios militares passaram por águas internacionais, passando pelo Estreito de Hokkaido para o Mar do Japão com destino ao Mar de Okhotsk.
É raro para tais navios rumarem em conjunto através do estreito.
Cerca de 20 outros navios também seguiram para o estreito do Mar do Japão, informou o ministério.
As embarcações são esperadas para realizarem exercícios no mar de Okhotsk.

Fonte: Mainichi Japan – Tradução: Cavok

Caças Su-27 voam na Russian Arms Expo 2011

Caça Su-27 em exibição acrobática da esquadrilha Falcões Russos, em Nizhny Tagil, nos Urais.
A cidade russa de Nizhny Tagil, nos Urais, está sediando a 8.ª Mostra Internacional de Armamento, Munição e Equipamento Militar – Russian Expo Arms –, promovida desde 1991. Mais de 300 fabricantes russos e estrangeiros apresentam seus modelos de armamentos e munições. A mostra conta com um total de mais de 3 mil modelos.

A atração especial da exposição são os canhões lança-mísseis Tunguska M-1. A empresa Motovilikhinskie Zavodi apresenta uma nova série do lança-mísseis múltiplos Smertch, que já foi distinguida com o prêmio nacional Ideia de Ouro. A gigante automobilística KamAZ mostra veículos versáteis, de grande potência.

Fonte: Diário da Rússia

terça-feira, 3 de maio de 2011

Rússia prestes a entregar mais helicópteros para o Peru

Dois helicópteros Mi-171 Hip nas cores da Força Aérea da Rússia. (Foto: Russian Helicopters)
De acordo com o site RIA Novosti a Força Aérea do Peu receberá na próxima semana mais três helicópteros de combate da Rússia destinados para as operações militares de combate ao narcotráfico e terrorismo.,

Em julho de 2010, o Ministério de Defesa do Peru e a agência estatal resposnsável pela exportação de armas da Rússia, a Rosoboronexport, assinaram um contrato de venda de seis helicópteros Mi-171Sh Hip e dois helicópteros de ataque Mi-35P Hind E para o país sul americano.

Fonte:Cavok

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Rússia pretende adquirir 60 aeronaves An-70 e modernizar seus An-124

A aeronave de transporte Antonov An-70 STOL, a qual a Rússia pretende adquirir 60 unidades.
A Antonov divulgou uma informação que no dia 19 de abril de 2011, o Ministro da Defesa da Ucrânia, M.B. Yezhel, e o Ministro da Defesa da Federação Russa, A.E. Serdiukov, visitaram a fábrica da Antonov Company. Durante a visita pelos diversos departamentos, incluindo laboratórios de pesquisa e setores de mnotagens, ambos ministros divulgaram que foram retomadas as negociações para venda de aeronaves de transporte An-70.

O principal assunto foi o desenvolvimento conjunto da aeronave de transporte militar AN-70 STOL, mas outro assunto também estava relacionado ao modelo de transporte pesado AN-124. O ministro russo planeja adquirir 60 aeronaves An-70, começando entre 2015-16. O ministro informou que está fazendo todos esforços para dar início a fase de fabricação em série da aeronave.
“Nós precisamos muito dessa aeronaves”, enfatizou o ministro. Sobre o An-124, informou que nos próximos anos planeja também uma completa modernização das aeronaves de transporte AN-124, iniciando os procedimentos para esses novos modernizados Ruslans a partir de 2015.

Fonte:Cavok

quinta-feira, 24 de março de 2011

Aeronaves da marinha russa baseadas em terra passam a ser da Força Aérea Russa

A frota de caças Flanker da Marinha da Rússia passa a ser controlada pelo Força Aérea Russa, com exceção dos caças Su-33.
As aeronaves de ataque da Marinha da Rússia serão atribuídas para Força Aérea da Rússia até o final de 2011, conforme disse um alto oficial da Marinha Russa nessa quarta-feira.

“O componente de ataque da aviação naval russa será transferida para o controle da Força Aérea da Rússia até o final desse ano,” disse a fonte para a agência de notícias RIA Novosti.

No plano está incluído a transferência de controle dos bombardeiros Tupolev Tu-22M3 Backfire.
 As aeronaves de ataque da marinha incluem os bombardeiros de longo alcance Tu-22M3 Backfire, interceptadores MiG-31 Foxhound, caças Su-27 Flanker, e aeronaves de ataque Su-24 Fencer.

As aeronaves Su-24 que operam no Mar Negro continuarão sendo operada pela Marinha da Rússia.

“As aeronaves de ataque Su-24 da Frota do Mar Negro, baseados na Crimea que estão operando através de um tratado com a Ucrânia, permanecerão sob o controle da Marinha como sendo uma exceção,” disse a fonte.
AMarinha da Rússia manterá ainda sob controle as aeronaves embarcadas Su-33 Flanker D e Su-25UTG Frogfoot, e as aeronaves de guerra anti-submarina Il-38 May e Be-12. A transferência da frota de aeronaves de transporte naval para a Força Aérea ainda está sendo discutida.
De acordo com a fonte, a Marinha da Rússia em breve receberá os novos caças MiG-29K Fulcrum.
O único porta-aviões da Rússia, o Admiral Kuznetsov, é capaz de levar 26 caças Su-33 e MiG-29K.
A Rússia visa terminar os planos do projeto de um novo porta-aviões movido a energia nuclear para sua Marinha até 2012 e fabricar pelo menos três dessas embarcações para as frotas do Pacífico e Extremo Norte.

Fonte: RIA Novosti – Tradução: Cavok

quarta-feira, 2 de março de 2011

Rússia destaca helicópteros Mi-28N, sistemas Tor-M2 e mísseis Yakhont nas ilhas Curilas

Por Fernando Valduga

Um helicóptero de ataque Mil Mi-28N Night Hunter. (Foto: Max Bryansky / RussiaAviaPhoto Team)

A Rússia planeja colocar nas Ilhas Curilas seus sistemas de mísseis anti-aéreos, helicópteros de ataques e os novos modelos “Night Hunter”, disse um general das forças militares russsas. Adicionalmente, as ilhas terão os novos sistemas de mísseis costeiros “Bastion”.

“Planejamos colocar nas ilhas Curilas os sistemas de mísseis anti-aéreos Tor-M2. Além disso, na unidade da ilha de Iturup, serão destacados os novos helicópteros de ataque Mi-28N Night Hunter”- disse um representante do alto escalão da Força Aérea da Rússia.
Os sistema Tor-M2 possui um significativo aumento de performance comparado as versões anteriores. Foram instalados novos computadores baseados em modernos computadores, reduzindo o trabalho de automação através de uma maior automação. Se para o sistema de cálculo do Tor-M1 são necessários três militares, para o Tor-M2 somente dois conseguem fazer os cálculos de disparo. O Tor-M2 pode disparar simultaneamente em quatro alvos com quatro mísseis, contra dois lançados simultaneamente pelo Tor-M1.
O Mi-28N Night Hunter é projetado para detectar e destruir tanques e outros veículos blindados, bem como alvos aéreos em baixa velocidade. O helicópteros utiliza um canhão, e um completo sistema de mísseis, incluindo mísseis ar-ar, anti-tanques, e outras armas. Possui ainda grande manobrabilidade e capacidade de voar em grandes altitudes que aumentam a chance de sobreviver em combates aéreos.
Adicionalmente, as ilhas Curilas terão o sistema de mísseis costeiros “Bastion”, com mísseis cruzeiros supersônicos anti-navios Yakhont, capazes de atingir alvos em até 300 quilômetros.

Fonte:Cavok

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Acidente com AN-22 retem em solo frota de bombardeiros Tupolev Tu-95

Um antigo avião militar russo caiu ontem (28) na região de Moscou, matando todas as 12 pessoas que estavam a bordo. O Comitê de Investigação federal informou hoje que o Antonov An-22, prefixo RA-09343, da Força Aérea da Rússia, havia partido de Voronezh, sudoeste do país, quando caiu na região de Tula, 190 quilômetros ao sul da capital russa.
 O Antonov AN-22 possui poucos exemplares voando, inclusive alguns civis. É o maior turbo-hélice fabricado até hoje. O An-22, de fabricação soviética, sustentou o título de maior avião de transporte militar do mundo até o surgimento do americano C-5 Galaxy.
Segundo a agência, além da tripulação da aeronave, o Antonov levava também um grupo de militares para a base aérea de Migalovom, na região de Tver. As causas da queda ainda são desconhecidas.

O An-22, cujo projeto é dos anos 1960, tem capacidade para carregar 60 toneladas de carga e transportar cerca de 300 soldados. Apenas algumas aeronaves deste modelo continuam em operação na Força Aérea russa. O avião que caiu ontem foi construído em 1974.
O Tu-95 MS é, ainda, o principal elemento das forças estratégicas da força aérea russa. Tu-95 é uma aéronave pesada e seu sistema de propulsão, embora economico, ainda é menos capaz que um turbojato. Por isso as pistas de decolagem onde ele opera, precisam ser extremamente longas uma vez que ele usa 2540 m para sair do chão. A Força Aérea da Rússia (FAR) ordenou nesta quarta-feira a suspensão dos voos dos bombardeiros estratégicos Tu-95MS, após o acidente de terça-feira à noite com um avião de transporte militar no qual morreram os 12 ocupantes.

A Força Aérea informou hoje que interrompeu todos os voos realizados pelos An-22, assim como as viagem de sua frota de bombardeiros Tupolev Tu-95, que usam o mesmo tipo de turbina, durante as investigações do acidente. As informações são da Associated Press.

Fontes: Agência Estado / ASN - Noticias Sobre Aviação 

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Pelo menos 60 PAK-FA para a Força Aérea da Rússia.

O comandante da Força Aérea da Rússia, Cel. Gen. Alexander Zelin, declarou ontem que o país receberá os primeiros caças multifuncionais de 5ª geração, o PAK-FA, entre 2015 e 2016, num ambicioso projeto que envolverá a compra de mais de 60 exemplares.

O projeto já custou aos cofres públicos mais de US$ 1 bilhão e a mesma quantia será necessária concluir todos os estágios de desenvolvimento, entretanto, a frota poderá ser mantida em plena operação por até 35 anos, contando com os programas de modernização ao longo de sua carreira operacional.

Em meados de junho passado, o primeiro ministro Vladimir Putin assistiu ao 16º voo de testes do primeiro protótipo do caça, que realizou o voo inaugural em 29 de janeiro deste ano.

Segundo o ministro da defesa, Vladimir Popovkin, a compra do primeiro lote, que será de seis a 10 aeronaves, será feita em 2012. Popovkin disse ainda que o PAK-FA será superior ao F-22 Raptor e ao F-35 Lightning II, com custo de aquisição três vezes mais baixo em relação aos seus rivais.

Fonte: Revista Asas

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Rússia zanga-se com instalação de mísseis Patriot na Polónia

Rússia zanga-se com instalação de mísseis Patriot na Polónia 

A Rússia criticou fortemente a instalação de mísseis antiaéreos norte-americanos Patriot em território polaco, ao abrigo de acordo de cooperação militar firmado há meses entre Washington e Varsóvia

Para Moscovo – que batalhou ao longo de meses para que os norte-americanos não expandissem para a Europa Central partes do seu escudo de defesa antimíssil (MDI) – a chegada à Polónia da primeira bateria de Patriots, no domingo, põe em risco a estabilidade na região. “Estas acções não conduzem ao reforço da estabilidade; pelo contrário, só reduzem o nível de confiança”, sustentou porta-voz do Ministério russo dos Negócios Estrangeiros, citado pela agência noticiosa estatal Interfax.

“Não se compreende porque foi escolhido este sector [geográfico] para a instalação dos mísseis, uma vez que se localiza bem junto à fronteira com a Rússia”, prosseguiu nas críticas a mesma fonte, aludindo ao facto de os Patriots terem sido colocados numa base em Morag, no Nordeste da Polónia (a pouco mais de 50 quilómetros de distância do enclave russo de Kaliningrado).

Praticamente desactivada desde há vários anos, a base de Morag foi escolhida por Washington em Janeiro como hospedeira da nova bateria da Defesa Míssil Patriot do Exércitos dos Estados Unidos. No mês seguinte, a Polónia ratificava o estatuto de mobilização de tropas norte-americanas no seu território (SOFA), incluindo a instalação destas baterias antiaéreas.

A Rússia sustenta que não foi dada qualquer “resposta verdadeira”, nem pelos Estados Unidos nem pela Polónia, às inquietações que tem sobre a existência deste tipo de armamento perto das suas fronteiras.

As estratégias de defesa antimíssil norte-americanas foram, ao longo dos dois mandatos do Presidente George W. Bush, um enorme pomo de discórdia com Moscovo; atenuado, porém, desde Setembro de 2009, quando Washington – já com Barack Obama na Casa Branca – abandonou o plano de instalar dez mísseis interceptores em território polaco e um radar de detecção na República Checa, a chamada terceira fase de expansão do MDI.

Fonte: Publico.Pt

Rússia, EUA e China pedem calma e diálogo a Coreias


O presidente da Rússia, Dmitry Medvedev, pediu hoje calma para que se evite uma escalada da crise entre a Coreia do Norte e a do Sul, informou o Kremlin. Já a China afirmou que está pronta para trabalhar com os Estados Unidos para resolver a crise bilateral. "Nós estamos prontos para trabalhar com os EUA e outras partes e continuar a ficar em contato próximo sobre a situação na península coreana", afirmou o vice-ministro das Relações Exteriores do país, Cui Tiankai.

Na semana passada uma comissão investigativa internacional concluiu que a Coreia do Norte foi a culpada pelo naufrágio de um navio sul-coreano, ocorrido março, o que Pyongyang nega. Hoje, o governo do país acusou o vizinho do sul de ter ultrapassado suas fronteiras marítimas e ameaçou responder com uma ação militar. O presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, anunciou ontem o congelamento do comércio com a Coreia do Norte, em retaliação ao naufrágio.

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, elogiou hoje a resposta "prudente" do líder sul-coreano à crise. Em comunicado, ela disse que EUA e China compartilham o objetivo de manter "a paz e a estabilidade na península coreana". Um porta-voz da chancelaria chinesa afirmou que "o diálogo é melhor que a confrontação" para se resolver as divergências bilaterais. As declarações foram dadas após dois dias de encontros entre graduados funcionários norte-americanos e chineses, em Pequim.

Fonte: Estadão

Chancelaria russa critica instalação de mísseis dos EUA na Polônia


A diplomacia russa criticou fortemente nesta quarta-feira a instalação na Polônia de mísseis americanos antiaéreos Patriots, uma medida que segundo Moscou representa um perigo para a "estabilidade regional".

"Tais ações (...) não levam a um reforço da estabilidade regional, ao contrário, isso reduz o nível de confiança", afirmou um porta-voz do ministério de Relações Exteriores russo à agência Interfax.

"Não se pode entender por que tal região foi escolhida para a instalação, quando está justamente na fronteira com a Rússia", completou, afirmando que a Rússia não recebeu nenhuma "resposta verdadeira" de Washington e Varsóvia em relação a seus questionamentos.

Uma primeira bateria de mísseis Patriots chegou no domingo a Morag, no nordeste da Polônia.

O país fechou em fevereiro um acordo sobre o futuro estatuto da base de tropas americanas em solo polonês, que abriu o caminho para a instalação dessas baterias.

A questão da defesa antimíssil americana prejudica há algum tempo as relações com a Rússia, apesar de os Estados Unidos terem abandonado em setembro de 2009 seu projeto de instalar na Europa um potente radar e interceptadores de mísseis.

A administração do presidente americano Barack Obama elaborou um novo projeto para se defender de mísseis de curto e médio alcance, e não mais de longo alcance, depois de uma reavaliação da ameaça iraniana. Essa decisão acalmou um pouco as preocupações russas.

Fonte: France Presse

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Rússia planeja Ka-58 "Black Ghost" o helicóptero ’stealth’ de 5ª geração


A proposta conceito da fabricante Kamov para um helicóptero stealth é o Ka-58 "Black Ghost"

Rússia planeja desenvolver helicóptero ’stealth’ de 5ª geração

A fabricante Russian Helicopters está planejando desenvolver o primeiro helicópero de combate de quinta-geração, o qual analistas dizem que poderia se capaz de atacar caças a jato e ser invisível aos radares, disse o jornal diário Gazeta nessa quinta-feira.

“Nós estamos trabalhando no conceito de um helicóptero de combate de quinta-geração,” conforme informou o CEO, Andrei Shibitov, numa conferência de imprensa realizada em Moscou.

Shibitov não especificou as características do helicóptero, mas disse que a companhia está avaliando investir cerca de US$ 1 bilhão no projeto, com mais investimentos que deverão ser alocados do orçamento do estado.

O CEO disse que o escritório de projetos Mil vem trabalhando num modelo de rotor clássico, o qual apresenta um grande rotor principal e um rotor auxiliar menor, enquanto os projetistas da Kamov estão desenvolvendo um modelo de rotores coaxiais.
Analistas militares acreditam que o modelo de rotores coaxiais é mais estável e fácil de operar enquanto que o modelo clássico é mais confiável e possui um alto nível de sobrevivência no campo de batalha.

O primeiro vice-chefe da Academia Russa de Assuntos Geopolíticos, Konstantin Sivkov, disse ao jornal que os helicópteros de combate de quinta-geração nunca foram fabricados antes, embora os Estados Unidos tenham trabalhado num projeto similar anteriormente.

Ele disse que o helicóptero de combate de quinta-geração deverá ter uma baixa assinatura radar, uma alta redução no ruído, um alcance de voo extendido, ser equipado com um sistema de controle de armas computadorizado, ter habilidade de combate contra jatos de combate (os helicópteros existentes geralmente apenas possuem capacidade de ataque a alvos terrestres) e alcançar uma velocidade de até 500-600 km/h (310-370 mph).

O projeto não poderá prosseguir, todavia, sem o apoio do governo.

“Se o governo não assinar um contrato, a idéia não sairá do papel,” disse o chefe da Academia Russa de Assuntos Geopolíticos, Leonid Ivashov, ao jornal Gazeta.

Ivashov disse que com investimentos suficientes e boa organização o novo helicóptero poderia ser fabricado dentro de cinco anos. No entanto, said that with sufficient investment and good organization the new helicopter could be built within five years. Caso contrário, o projeto poderá se arrastar por 20 ou 30 anos.

Mas ele foi um pouco cético sobre as chances de realização do projecto.

“Nós temos tentado resolver tudo – caças de quinta-geração, helicópteros de quinta-geração, mas nada disso tem sido fornecido ao exército – mas atualmente o exército ainda utiliza helicópteros produzidos na década de 70,” disse Ivashov.

O principal helicóptero de combate da Rússia, o Mi-24 Hind, é um helicóptero de terceira geração, e os poucos Mi-28 Havoc, Ka-50 e Ka-52 Hokum, os quais apenas começaram a ser entregues ao exército russo, são helicópteros de quarta-geração.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Voo do PAK-FA/T-50: Não se mexe (muito!) em time que esta ganhando

 
Claramente os projetos tem a mesma genese acima o PAK-FA e abaixo o Su-27

Russos mostram PAK-FA

Avião «Stealth» russo, é derivado do Su-27
O primeiro voo do há muito esperado e desenhado caça de quinta geração russo, realizou-se nesta sexta-feira na Russia oriental em Komsomolsk-na-Amur onde foi feita uma demonstração pública do Sukhoi T-50 ou projecto PAK-FA, como também é conhecido.
A aeronave foi concebida pela fábrica KnAAPO, uma das empresas que fabrica aeronaves sob a designação Sukhoi.

Desde que os Estados Unidos lançaram nos anos 80 os seus projectos de aeronave com capacidade para iludir os radares ou pelo menos para aparecer perante os radares inimigos com uma pequena assinatura, que a União Soviética lançou o seu próprio programa de aeronave de quinta geração.
Várias tentativas foram feitas para produzir uma aeronave que fosse superior em termos de mobilidade e que também apresentasse a menor assinatura nos radares que fosse possível.

Várias propostas foram apresentadas e a maioria rejeitada por causa dos enormes recursos necessários para o desenvolvimento.
A imprensa russa demonstrou isso, ao tornar públicas várias fotos e visões artísticas do caça «invisível» da Rússia, que na maioria dos casos eram claramente inspiradas nos seus congéneres norte-americanos.
Esta frase é provavelmente a mais significativa perante a divulgação pública das características e aspecto exterior do novo caça russo.
Aquilo que há bastante tempo se suspeitava acabou por se confirmar, pois o PAK-FA, sendo uma aeronave com muitas características novas, não tem como esconder a origem da sua estrutura básica, que é para lá de qualquer dúvida razoável, a mesma do caça Su-27 «Flanker» desenvolvido durante os anos 70.
Os rumores de que a aeronave russa de «5ª geração» era apenas uma modificação muito significativa do caça Su-27 já tinham vindo a público há algum tempo, o que levou a especulações sobre algum tipo de relação entre o caça bombardeiro Su-34 (uma outra modificação do Su-27) e um eventual futuro caça «Stealth» russo.

O Su-34 «Platypus» foi radicalmente modificado na parte da frente, já no PAK-FA, as modificações são essencialmente na traseira, onde os enormes lemes verticais – que sempre constituíram um problema porque transformam o Su-27 num alvo fácil – são modificados e colocados em ângulo, de forma a reflectir as ondas de radar.

Ainda que seja uma modificação do caça Su-27 «Flanker» não seria correcto afirmar que se trata da mesma aeronave. Muitos esforços parecem ter sido desenvolvidos para tornar as linhas do «Flanker» mais doces, embora o cockpit e a carlinga se mantenham quase iguais.
A posição dos motores e as enormes entradas de ar continuam quase idênticas às do «Flanker», o que permite concluir que de frente o novo avião não terá melhorado muito a sua performance em termos de ocultação perante os radares inimigos.

Outra característica que os russos introduziram foi a de baías internas para o transporte de armamento, embora não se possa quantificar de forma minimamente fiável a quantidade e a capacidade das armas que poderão ser transportadas.

A industria russa, tem tradicionalmente demonstrado uma grande capacidade para estender a vida útil dos seus projectos por períodos de tempo que seriam impensáveis para os ocidentais. Exemplo disso é a linha de viaturas blindadas, que evoluiu do T-54 para o T-72 e daí para modelos mais recentes que, tendo diferentes designações (T-80, T-90), são claramente resultado de um longo processo evolutivo.
Um caça resultado deste tipo de evolução, tem a vantagem de ter parte da estrutura industrial necessária já montada, reduzindo drasticamente a necessidade de desenvolvimento de novos sistemas.

Ainda que o PAK-FA seja um derivado do Su-27, ele somará às modificações estéticas e aerodinâmicas, novos sistemas de navegação, radares e motores mais modernos.
A integração de sistemas deverá demorar alguns anos e embora a queima de etapas ao manter uma estrutura já conhecida permita tornar a aeronave operacional ainda durante esta década.

Em termos de mercado ele poderá apresentar-se como um rival à altura de qualquer caça europeu, embora partindo de uma aeronave de grandes dimensões como o Flanker (optimizado para a performance mas com uma assinatura-radar do tamanho de uma montanha) seja impossível atingir os níveis de ocultação dos caças norte-americanos.
Os engenheiros russos, podem saber desenhar caças, mas não podem contornar as leis da Física.  
Duvidas esclarecidas

A ligação agora tornada pública entre o PAK-FA e o Sukhoi Su-27 «Flanker» explica os custos de desenvolvimento que foram divulgados pela imprensa - nomeadamente a imprensa indiana - que colocam os valores em torno dos 4.000 a 5.000 milhões de dólares.
Esses valores seriam absolutamente incompatíveis com uma aeronave completamente nova, mas fazem todo o sentido quando se trata de uma derivação de uma estrutura base já existente.

Problemas para os caças F-22

Muitos analistas não esperavam ser surpreendidos pelo novo caça russo e a verdade é que se confirmaram as reduzidas expectativas.
A divulgação das imagens do novo avião de combate vem suportar as teses daqueles que nos Estados Unidos defendem a redução do número de aeronaves F-22 «Raptor» e F-35 «Lighting», os caças que o PAK-FA deveria ter capacidade para defrontar.
Perante uma aeronave que é claramente um derivado de um modelo com trinta anos de vida, vai ser muito difícil para os generais norte-americanos, defender a atribuição de mais recursos para os caríssimos programas da força aérea norte-americana.
  

Mais PAK-FA...

 
Rússia iguala EUA em caças de 5ª geração

Novo caça russo chega para competir com os modelos ocidentais
O Sukhoi T-50 foi filmado pela primeira vez nesta sexta-feira em um voo de 45 minutos.
O caça furtivo de quinta geração - apelidado por alguns como o "Flaptor", tem semelhanças tanto com o Lockheed Martin F-22 quanto com o Northrop Grumman/McDonnell Douglas YF-23.
A Rússia começou a desenvolver o projeto de construção e desenvolvimento do caça de quinta geração nos anos 90.
 
O novo aparelho poderá realizar missões de 24 horas ao dia e em quaisquer condições meteorológicas e será capaz de cobrir longas distâncias a velocidade supersônica. O caça está equipado com uma estação ultra-moderna de navegação e um sistema eficaz automatizado de defesa.

Mikhail Pogossian, diretor da empresa Sukhoi, considerou o primeiro voo do caça como um grande êxito da ciência russa, acrescentando que este programa irá ser desenvolvido em parceria com a Índia.

"Estou convencido de que o nosso projeto conjunto ultrapassará os análogos ocidentais segundo o critério 'preço-eficácia'", afirmou.
 
 
Como pode ser visto no detalhe da imagem, o avião possui dois acompartimentos internos de armas, e um detalhe interessante é que ele não tem canards instalados. Entretanto ao que parece o PAK-FA possui parte do bordo de ataque da asa composto de LERXS móveis.

O vice-ministro da Defesa da Rússia, Vladimir Popovkin, informara anteriormente que as Forças Armadas russas começarão a receber esses aparelhos em 2015.
Os Estados Unidos são, por enquanto, o único país que possui caças de quinta geração (F-22).
  

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Caça Su-27 desaparece no extremo oriente da Rússia


Um caça Su-27 da Força Aérea russa desapareceu nesta quinta no extremo oriente da Rússia, informou o Ministério da Defesa.
O avião tinha decolado do aeroporto de Dzemga, perto da cidade extremo-oriental de Komsomolsk-on-Amur, para realizar um voo de treino, e desapareceu dos radares às 4h27 de Brasília, explicou um porta-voz ministerial às agências russas.
O caça, pilotado por um tripulante "muito experiente", segundo dados prévios, desapareceu a cerca de 30 quilômetros do aeroporto e está sendo procurado por vários helicópteros das unidades militares de resgate, disse o funcionário.
O último incidente com um caça Su-27, considerado muito confiável, ocorreu em 16 de agosto no aeroporto de Zhukovski, perto de Moscou, quando, durante voos de treino para um salão aeroespacial, dois destes aviões colidiram.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Russia prepara a entrega dos caças MiG-29 ao Líbano.


Russia prepara a entrega dos caças MiG-29 ao Líbano.
Há algum tempo, a Rússia se comprometeu a fornecer 10 caças MiG-29 ao Líbano durante uma visita do ministro da Defesa, Elias Murr libanês a Moscou em Dezembro de 2008, como forma de inaugurar um "novo relacionamento militar" entre os dois países.
Fontes militares libanesas disseram que os caças MiG-29S seriam inicialmente incorporados ao exército libanês antes de serem transferidos para a Força Aérea em razão do estado de desmobilização desta força.
Agora a doação destes caças entra em uma fase mais avançada já que a Rússia acaba de anunciar que enviará especialistas para inspecionar os Aerooportos de Kleyate e Rayak em Beirute até o dia 26 de novembro reforçando informações anteriores de que dois caças do lote de 10 devem chegar em breve ao Líbano. Força Aérea do Líbano possui três bases aéreas operacionais e apenas cinco aeronaves de asa fixa para operá-las dos quais quatro Hawker Hunters, e um OV-10 Bronco. 

PAK-FA: Invisível até quando ?


PAK-FA continua invisível, mas por pouco tempo
Lançamento do caça «stealth» russo envolto em silêncio

A imprensa russa tem vindo a anunciar nas últimas semanas o primeiro voo do caça de quinta geração PAK-FA, ou T-50, que há mais de dez anos tem sido continuamente apresentado como o futuro caça da força aérea da Rússia e cujo primeiro voo deveria ter ocorrido há quase uma década.

No entanto, tem sido frisado pelos órgãos de comunicação social internacionais que continua a não existir qualquer referência fotográfica do caça. O secretismo tem sido justificado com a necessidade de manter as linhas da aeronave secretas, ainda que grande parte das tecnologias, técnicas e procedimentos sejam conhecidos. Os russos precisam no entanto de mostrar a sua «aeronave invisível» pois ela é suposto servir de base para programas de cooperação internacional, que não podem basear-se no que até ao momento têm sido apenas rumores e boatos.

Sabe-se que desde que os Estados Unidos começaram o desenvolvimento do seu super-caça F-22, a Rússia tem aparentemente desenvolvido esforços no sentido de conseguir acompanhar o desenvolvimento norte-americano na área.

O F-22, embora tenha começado a ser desenvolvido há mais de 20 anos, voando pela primeira vez em 1990 ainda não se pode considerar completamente operacional, por falhas na integração de sistemas.

Ainda assim, ele é geralmente considerado o mais sofisticado avião de combate do mundo, embora os seus custos proibitivos tenham condicionado o número de unidades adquiridas.
  

Lenta resposta russa
Logo que os americanos começaram a desenvolver o caça bombardeiro F-117, que a Rússia também se dedicou ao estudo de uma aeronave «Stealth» que tivesse capacidade para iludir os radares adversários. No entanto, o fim da URSS praticamente cancelou qualquer desenvolvimento. Os russos tentaram várias vias e apresentaram várias soluções intermédias, desenhos e projectos, mas nenhum foi visto como viável.
Já em 1999, a Rússia terá tido acesso a partes do único caça F-117 que foi abatido sobre a Sérvia. Este acesso poderá ter dado aos russos alguma informação sobre o tipo de material utilizado, mas aparentemente os norte-americanos desenvolveram outro tipo de cobertura para os seus caças, que é muito mais eficaz. Tão eficaz, que os novos aviões «Stealth» norte-americanos não têm as linhas estranhas e angulosas que caracterizavam o F-117.

Isto, juntamente com a redução da enorme rede de espiões soviéticos nos Estados Unidos, aparenta ter deixado a Rússia sem acesso directo à sua principal fonte de desenvolvimento tecnológico (a industria norte-americana de defesa).
Mas se é certo que a Rússia não demonstrou capacidade para desenvolver um caça equivalente em tempo útil, foram mantidos alguns núcleos de excelência, nas áreas onde a industria russa mantém uma reconhecida capacidade.
Por esta razão, é no campo dos motores que a Rússia joga para conseguir competir no mercado futuro de aeronaves de quinta geração. Se um futuro caça «Stealth» russo não deverá ser mais que uma cópia piorada de um derivado do F-22, espera-se que os seus motores pelo menos, sejam superiores aos seus congéneres norte-americanos e que a sua estética seja agressiva.

Os constantes atrasos porém, parecem indicar que o desenvolvimento na Rússia se tem debatido com dificuldades de todos os tipos.

De entre as dificuldades, destaca-se a total obsolescência da indústria aeronáutica russa. As autoridades têm feito pouco mais que manter muitas das antigas instalações de construção da era soviética como unidades independentes, para manter a capacidade de produzir peças de reposição para os aviões que ainda conseguem voar.

Os fabricantes aeronáuticos russos enfrentam vários problemas e algumas das fábricas estão inevitavelmente condenadas ao desaparecimento, como tem sido referido por alguma imprensa russa que tem sido reproduzida no ocidente.

Os problemas de qualidade são inúmeros e há imensas tecnologias que precisam de ser desenvolvidas ou então adquiridas aos países ocidentais. Ainda recentemente entidades do exército russo afirmaram que se recusavam a utilizar aeronaves não tripuladas fabricadas na Rússia, porque estas eram absolutamente inúteis. A Russia foi forçada a adquirir aeronaves do tipo em Israel.
Produzir um projecto de caça de última geração como o PAK-FA, quando a base industrial está quarenta anos atrasada é provavelmente não apenas difícil, mas eventualmente impossível sem o auxilio externo.

Futuro incerto

A imprensa russa afirmou que a aeronave se locomoveu pela primeira vez em 24 de Dezembro, tendo sido declarado de seguida que o primeiro voo seria realizado no dia 28 de Dezembro, apenas quatro dias depois. Esta última afirmação que era vista como demasiado optimista acabou – como era esperado – por não se concretizar.
Passado o prazo, nenhuma imprensa russa divulgou qualquer informação sobre o pretenso caça «invisível» e os jornais dedicaram-se a transcrever notícias sobre o assunto, originárias da imprensa ocidental.
A maior parte das fotos sobre o futuro caça russo, são até ao momento cópias ou adaptações de fotos do caça norte-americano YF-23, o projecto da Northrop-Grumman, que foi derrotado na competição com o YF-22, que ficaria conhecido como F-22 «Raptor».

A probabilidade de a Rússia vir a desenvolver um caça «Stealth» que possa ficar operacional nos próximos anos são mínimas, de acordo com muitos dos analistas internacionais, e mesmo russos.
Da Índia parece no entanto vir uma luz de esperança, pois parte dos grupos de pressão dentro da Força Aérea estão interessados no desenvolvimento do caça experimental, que esperam possa a vir substituir o Su-30MKi dentro de algumas décadas.
Para o efeito a Índia anunciou que poderá participar no desenvolvimento, que foi estimado entre 5700 e 7100 milhões de Euros [1].

Para já sabe-se apenas que a Índia está por exemplo interessada numa versão de dois lugares, enquanto que a Rússia prefere aeronaves monolugar.
Mas se o dinheiro da Índia é bem vindo, os russos são os primeiros a afirmar que a Índia praticamente não aporta nada ao projecto, que será quase exclusivamente russo.
A Índia também não faz nenhum segredo sobre as suas pretensões na obtenção de tecnologias que permitam o desenvolvimento do seu próprio avião, o que deixa os industriais russos desconfiados perante a ascensão de um potencial concorrente.

Talvez a maior confirmação das dificuldades do caça Stealth russo venha dos Estados Unidos.
As autoridades norte-americanas que analisam os custos e os gastos dos programas militares norte americanos, afirmam para lá de qualquer dúvida razoável, que o F-22 não tem rival à altura, nem terá nos próximos 20 anos.

Cada vez mais esse tipo de aeronave aparece como um demonstrador de tecnologia, mas não como uma opção economicamente viável para os conflitos que se prevê venham a ocorrer num futuro próximo. Se os Estados Unidos colocam em causa a utilidade desse tipo de avião, muito mais razões haverá para que a Rússia também pense duas vezes antes de gastar dinheiro.
Mesmo na Rússia o caça «stealth» terá sempre um custo astronómico e o número de unidades que podem ser fabricadas será limitado. Isso entra em conflito com a tradição russa de utilizar grande número de meios para esmagar os possíveis adversários.

Mas se o desenvolvimento do caça russo acabar ocorrendo, mesmo que de repente a indústria aeronáutica russa recupere por milagre da crise, e consiga desenvolver o seu caça a um ritmo muito mais rápido que o norte-americano, o futuro PAK-FA, só poderá começar a ser entregue na melhor das hipóteses em 2025, 35 anos após o primeiro voo do F-22 «Raptor» e 20 anos após aquele ser declarado operacional.